<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854</id><updated>2012-01-21T16:50:06.770-08:00</updated><category term='uma imagem'/><category term='de outros diários'/><category term='direitos autorais'/><category term='não ficção'/><category term='teus pés'/><category term='quase poesia'/><category term='BDSM'/><category term='quase prosa'/><title type='text'>o meu depois</title><subtitle type='html'>o estalo. o mergulho. o inferno. a cicatriz.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>66</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-7011935372243694223</id><published>2011-12-25T14:52:00.000-08:00</published><updated>2011-12-25T19:42:13.242-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase prosa'/><title type='text'>A Data</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm;"&gt;Mais uma vez me vejo nesta sala, cheia de mulheres abandonadas, maisuma vez abandonada a minha sorte de mulher extremamente livre. Com aconsciência tranquila e a alma perturbada. Difícil não concluirque minha decisão não tenha sido a mais certa, mas a proximidadeda Data e a repetição das situações me deixaram inclinada apensamentos de que haveria outra escolha, se quisesse. Porque podersempre se pode. Assim dizem.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm;"&gt;Desde criança percebi que seria diferente, que nutria uma afinidadealém do comum  com os meninos. Nunca tive aquela aversão pueril aosdiferentes, ao sexo oposto, nunca enxerguei os meninos como a coisamais nojenta e bruta que poderia conhecer. Pelo contrário, entendiasuas opiniões, seus gostos, concordava com a maior parte de suasatitudes, sua posição perante a vida. Admirava sua força, seudesprendimento, sua liberdade. Sabia que o mundo era deles. Percebinão muito tarde que tinha uma “mente masculina”, embora passasselonge da possibilidade de ser lésbica. A afinidade e a admiraçãoque eu sentia pelos meninos era acompanhada sempre de uma enormeatração física, uma vontade descabida de tê-los para mim. Euadorava tudo o que eu tinha de feminino, compreendia toda a grandezaemocional de ser mulher, mas não conseguia dar o mundo aos meninos,deixá-los donos de tudo, tão pouco do meu desejo, do meu sexo. Daminha liberdade de sentir, de querer, de viver. O mundo também erameu.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm;"&gt;Ou na verdade não era, e cresci sob a sombra de julgamentos, sob apermanente possibilidade de ser usada e descartada, de ter meucaráter condenado, de nunca deixar de ser um buraco disponível.Ainda que um belo buraco.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm;"&gt;Vivi sozinha de amigas, poucas se davam ao desfrute de serempercebidas com coisas em comum comigo, por mais que até admirassemmeu jeito, minha conversa, a dificuldade que eu tinha em ser atingidapelas humilhações do preconceito. Por outro lado tive bons amigos,rapazes que não demoravam a perceber que eu não era necessariamentefrívola, que minha liberdade não era diferente da deles, maior oumenor, que eu era um buraco que falava e pensava, muito. Pena queainda encontro dificuldades de ver nos olhos deles confiança para oamor, para a entrega. Talvez porque mesmo eu não saiba se teria asrespostas do que eles indagam.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm;"&gt;Ser tão livre quanto um menino me permitiu, agora adulta, ceder àsmolecagens do Joabe. Nossa relação antiética tem tentado conheceros extremos, analisá-los, julgá-los, concluir se têm mesmo o pesoque o senso comum argumenta. Com uma escala evolutiva interessante,nossa relação passou por diversos momentos bem distintos. Conheciele bem jovem, com quatorze ou quinze anos, nesse trabalho“socioeducativo” em que caí de paraquedas. Me atanazou a vidatoda, grosseiro, agressivo, instigava em mim as aversões queraramente tive. Passei por diversas lições pedagógicas paraconseguir suportá-lo, o que nunca fiz, até que ele simplesmentesumisse da minha rotina. E surgisse novamente, eu já desmoralizadapela regra de nunca ter envolvimento com educandos, com toda suaempáfia, mas agora muito mais discreto, e esbelto, aos dezesseteanos, expondo sem dó seus atributos de quase adulto, e sua coragem,que me acua, seduz e chantageia.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm;"&gt;“Você também &lt;i&gt;tá&lt;/i&gt; gostosa” foi a primeira coisa que medisse quando eu observei que ele tinha crescido. Quando pedirespeito, disparou que sabia do Elioenai, e também do Felipe, e doGabriel. E que em dez minutos eu o encontrasse no banheiro parachupá-lo senão ele contaria a todos da instituição que eu havia“dado” pra educandos menores de idade. Fui lá e chupei.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm;"&gt;O cretino exigiu que eu engolisse. Até pensei depois numa maneira deresolver aquilo, de interromper aquela situação que com certeza seagravaria, mas a forma como ele agiu, e falou, e o pau dele medeixaram com uma pequena vontade de ir adiante, de deixá-lo meconduzir, e aproveitar. Ele era só um moleque a fim de sexo, agoraalto, encorpado, com a mesma voz grave e autoritária, querendo meterna gostosa que sempre o repreendeu. Eu era só uma mulher, que sepermitia se submeter às ordens do próprio desejo, há tanto tempotão livre. Cedi, como sempre, às minhas pequenas vontades.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm;"&gt;Ele tinha mudado. Estava voltado agora bem mais às mulheres,praticava e desenvolvia seu talento para caçar e matar a fome. Tãoousado quanto irresistível, uma perdição para mulheres como eu.Ele me chantageava e ameaçava bastante no início, devido a minharesistência, a minha ciência de saber que aquilo poderia ser muitoperigoso, poderia me levar a situações irreversíveis. Ficar àmercê de um garoto de pau duro sem nenhum caráter era um empurrãoao precipício. Mesmo que eu alegasse que tudo que vivi não tevenada de ilegal ou imoral, que foi tudo consensual, que eu nem era tãovelha, e que eu era sobretudo uma mulher, incapaz de forçar um homema qualquer coisa, e que não havia lógica em dizer que fui penetradaa contragosto de alguém, e o que havia vivido, por  exemplo, com oFelipe, fora uma relação estável, afetiva, duradoura... “Elesabe que foi corno?” – interrompeu debochado. “Eu sei tudoisso, eu sei que cada um meteu porque quis, e sei que você é sóuma vagabunda, mas é um escândalo, não é?”. É. “Além domais sei que agora você &lt;i&gt;tá&lt;/i&gt; com o Charles, e você já fezele de corno comigo, e vai continuar fazendo. Você vai dar pra mimsempre que eu quiser”. Era isto no início, depois foi ficandoclaro que já éramos amantes, cúmplices, até amigos...&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm;"&gt;Nem nos víamos com tanta frequência assim, ele era de fases.Passava dias, até semanas sem me procurar, depois ligava e exigiaque eu dissesse que eu “estava louca pela pica dele”. Gostava queeu pedisse “por favor” para ele vir até em casa me comer, emuitas vezes queria que eu agradecesse “por ele ter me comido, e meenchido de porra”. Como com o tempo a chantagem dele passou a meexcitar, muitas vezes eu provocava, dizia que o pau dele era muitomais gostoso que o do meu namorado, que a porra dele era muito maisgostosa. Ele sorria convencido, certo de si, de que era verdade, e eusempre me excitei com sorrisos de vaidade. Não resisto a eles.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm;"&gt;Outo dia ele foi um pouco além do permitido. Disse que tinha vistouns vídeos, perguntou se eu aguentaria duas picas de uma vez, “umano &lt;i&gt;cú&lt;/i&gt;, outra na &lt;i&gt;buceta&lt;/i&gt;, claro”. Respondi que nãosabia (menti), que nunca havia feito (menti). “Porque tô a fim demeter em você junto com algum amigo meu, chamei o Micael, e querosaber se você pode hoje depois do trabalho”. Aquilo foi um baque.Micael? Duvidei que ele já tivesse colocado alguém no jogo, ditotudo, isso rompia com nosso trato, mas ao mesmo tempo pensei nasituação, de como isso seria “safado”, mesmo que ficar refémde dois agora fosse impensável. Olhei bem pra ele, queria acabar comtudo, e saber por que o Micael e o quanto ele sabia, desde quando, equantos mais sabiam, porque o Micael era meio amigo do Charles,irmãos de outros garotos com quem trabalhava, tudo aquilo era umabsurdo, mas eu apenas vacilei: pode ser. “Beleza, acho que vocêvai gostar da pica dele, a gente já comeu outras vadias juntos, masacho que pra você não ficar muito cismada vou falar pra ele usar aborracha, só eu que vou esporrar dentro. Mas tô decidindo ainda.Porque seria legal você levar no &lt;i&gt;cú&lt;/i&gt; e na &lt;i&gt;buceta&lt;/i&gt;”.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm;"&gt;Levei no cu e na boceta. Na boceta eu levei do Joabe. Fiquei de darum dia pro Micael sozinha pra ele gozar na boceta. Mas foi um péssimodia, ou melhor, uma péssima ideia. Tenho pra mim que foi ali, oJoabe quase sempre ejaculava na vagina, como quem procurasse porproblema, mas sinto que não foi em outro dia, mas naquele. Foi umdia com jeito de importante. Porque não era pra ter acontecido, nadaaconteceu como previsto, não era pra termos envolvido o Micael, nãoera pra ele não ter usado camisinha, não era pra eu ter deixado quenão usassem, pois eu não estava num “bom dia”, e não era prater sido o Joabe na boceta. É que o Micael não conseguiu segurar, egozou antes que trocassem.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm;"&gt;Eu continuava errando. Minha cabeça de homem erotizava essasbesteiras. Mas eu sabia que meu corpo era de mulher. Gostava deesquecer, mas sabia. E sabia que uma mulher é sempre uma mulhersozinha. Ainda mais grávida.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm;"&gt;Eu não me prevenia o suficiente. A sorte é que dessa vez o Charlesera um namorado maravilhoso e sensato, mesmo do alto dos seusdezenove anos, era mais sensato do que eu, ou talvez soubesse anamorada que tinha, já que estou com a sensação de que perdi ocontrole de tudo, não tenho mais a minha vida nas mãos. Ele passoua se prevenir por conta nas últimas semanas, coincidentemente depoisque, sem tempo de um banho, não tive como não evitar que ele mechupasse momentos depois de ter transado com o Joabe. Mas eu nãotinha o mesmo cuidado. Sabia que estava vulnerável e, como umaadolescente (talvez seja isso: tenho a cabeça não só de homem, masde um homem adolescente), permiti que meu parceiro fizesse o quequeria. Quer dizer, entre o Charles e o Joabe surgiram outros, queJoabe nem sonha, mas só ao Joabe eu dizia sim, simplesmente. Eugostava de dar poder a ele.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm;"&gt;Agora estou pensando que espaço deixo ao Joabe na minha vida de hojeem diante. Não sei se há como interromper o nosso jogo, se elenunca será interrompido, mas minha vontade é que tudo acabe, comofiz acabar essa remota possibilidade de ele ser pai do meu filho.Porque tenho certeza de que ele não seria como os outros, ele sesoubesse exigiria ser pai, exigiria ostentar a minha barriga e depoisa criança, ainda que por alguns meses apenas. Li outro dia umamatéria que os jovens atuais enxergam a gravidez como uma elevaçãodo &lt;i&gt;status&lt;/i&gt; social, as meninas tratam como se fossem mais mulherque as outras e o meninos como prova de que são viris. A matériaalertava para a distorção de valores, alarmava que parte dasadolescentes engravidavam porque queriam, planejadamente. A barbárie.E Joabe eu sabia fazia parte desse grupo, e ainda era evangélico, ea religião só surge nesses momentos. Ainda tiraria um sarro:“quando vai contar ao seu namorado que &lt;i&gt;tá&lt;/i&gt; grávida de mim?”“Quero estar junto pra ver a cara dele, ou se quiser eu mesmodigo”.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm;"&gt;Não. Não seria o Joabe o pai do meu filho. Eu não iriaapresentá-lo a minha família, aos amigos, aos vizinhos, eu nãoiria olhar para aquele garoto estúpido, vulgar, desarranjado,imaturo, com um péssimo gosto musical, e até meio feio, com todosaqueles amigos idiotas, e saber que carregava em mim um vínculo comele para sempre, fosse um filho ou um segredo. Para sempre é tempodemais. E Joabe é só o que eu guardo numa caixa dentro do armário.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm;"&gt;Para ele eu dou um tênis. E um tempo. Alegarei cólicas, uma virose,não sei, algo que o afaste um pouco da minha cama ao menos. Ele eCharles. Ele e todos. Preciso me refazer, me repensar, precisoconcluir que sou uma mulher, embora isto hoje esteja tão claro quequeima as minhas vísceras. Meu útero remoído grita que eu sou umamulher, que eu me lembre mais uma vez que eu sou uma mulher. Só umamulher. Que uma mulher tem um compromisso inadiável com o própriocorpo. Com a vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm;"&gt;Hoje faz muito sol, o céu é muito azul. É tudo muito quente.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm;"&gt;Muito poucas vezes ele me pedia, algumas até discretamente, pordinheiro, ou presentes, como andava fazendo nos últimos dias, devidoà iminência do Natal. Eu dava sempre, um trocado ou um pouco maisdo que isso. Agora ele queria um tênis. Eu até então não sabia sedaria, não gostava de dar nada que custasse, sei lá, mais que centoe poucos reais, para que nossa relação não ficasse ainda maisperigosa, mas o momento pede. Nossa relação ultrapassou todos osperigos. Logo que sair daqui passo no &lt;i&gt;shopping&lt;/i&gt;. Vejo um modelo bemcaro e compro. Dou um beijo nele e aviso que preciso me afastar. Umpouco só. Ele deve protestar, dizer que não abre mão de me comerantes do Charles, de me chupar inteira, a xoxota, os bicos dos meusseios, de beijar a minha barriguinha... Que esse é um presente deNatal digno. Precisarei de mais essa força, pra superar essadistância entre o que ele tem de homem e eu de mulher. Pra superaressa liberdade que escolhi, de ser sozinha, de ter o mundo pra mim.Pra não jogar a vida na cara dele: Digno? Como presente de Natal, tedigo: acabei de abortar o seu filho.&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-indent: 1.01cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm; text-align: right; text-indent: 1.01cm;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(de &lt;i&gt;Paloma&lt;/i&gt;, um anseio)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-7011935372243694223?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/7011935372243694223/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=7011935372243694223&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/7011935372243694223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/7011935372243694223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2011/12/data.html' title='A Data'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-8498323219234056879</id><published>2011-11-20T16:48:00.001-08:00</published><updated>2011-11-20T22:37:23.955-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase poesia'/><title type='text'>Todo mar é sujo</title><content type='html'>Porque azul é o longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As águas quando chegam&lt;br /&gt;chegam marrons&lt;br /&gt;quase em lamaçadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existem peixinhos, flores ou oferendas&lt;br /&gt;o que o mar esconde são feras&lt;br /&gt;e alimento de feras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhuma onda é boa, bela ou fraca&lt;br /&gt;porque toda água afoga&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que vem do mar e toca a pele&lt;br /&gt;não relaxa o corpo,&lt;br /&gt;se não perfura, arranha a alma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque o mar que transforma não é calmo&lt;br /&gt;nem limpo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São falsas as águas tranquilas:&lt;br /&gt;será sempre violenta a praia viva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque harmonia só tem aquilo que não pulsa&lt;br /&gt;e acalma, pondera&lt;br /&gt;só as paisagens estáticas trazem verdades paradisíacas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas não se molha os pés com fotografias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-8498323219234056879?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/8498323219234056879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=8498323219234056879&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/8498323219234056879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/8498323219234056879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2011/11/todo-mar-e-sujo.html' title='Todo mar é sujo'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-4465493432230959271</id><published>2011-09-01T22:36:00.000-07:00</published><updated>2011-09-02T18:53:07.041-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase prosa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='de outros diários'/><title type='text'>diante da luz e do movimento</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;[escritos perdidos em qualquer data do passado]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A vida passa um tanto rápido, com tanta pressa que impede que o que escreva seja mesmo a última novidade. Ontem faz pouco tempo, apesar de querer que já fosse uma memória perdida. Mesmo tendo de cumprir planos, respeitar a ordem dos pensamentos, mesmo passando por cima de ontem para concluir um tempo que ainda não foi escrito, um tempo antes de ontem, preciso dizer que ontem eu dancei muito e senti os sons entrarem em mim como faz tempo eu não permitia que acontecesse. Dancei dentro de uma salinha escura, perdido ali num espaço vazio, vendo à frente um outro espaço, cheio de luzes e movimento. Pensei que alguém pudesse surgir no meio da luz e do movimento e entrar na sala escura onde estava, trazendo uma faísca qualquer que rompesse o que eu no fundo oferecia para ser rompido. Ninguém apareceu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-4465493432230959271?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/4465493432230959271/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=4465493432230959271&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/4465493432230959271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/4465493432230959271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2011/09/de-outros-diarios-1.html' title='diante da luz e do movimento'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-2301339837649139250</id><published>2011-08-08T23:01:00.000-07:00</published><updated>2011-08-09T21:00:23.041-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase prosa'/><title type='text'>À beira do íntimo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Havia dois copos de sucos na mesa, e um sol lá fora. Era uma tarde simples. Os dois procuravam as melhores palavras, mas não conseguiam dizer nada em meio àquela conversa toda. Não conseguiam acabar os assuntos, não conseguiam deixar de começar outros, todos pouco importantes, atrasos de umas verdades que ambos ainda decidiam se de fato conheciam e se valia a pena revelar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tentavam julgar a intimidade. Tentavam, não, julgavam. Negavam-na com cada dúvida, cada hesitação. Intimidade era uma palavra grande, melhor não pensar nela. Os assuntos então continuavam a acabar, e a recomeçar. Traquinagens de infância, filmes, sortilégios, estampas, cores, e o clima, e o tempo. Tudo era um não assunto, uma não conversa que se esticava. Com um fim conhecido, só mesmo os copos de suco, e o sol lá fora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Refletiam ao menos. Olhavam o movimento dos dedos, de um e de outro, pensavam sobre tudo o que falariam, caso falassem, mas não falaram. Tanto pensamento que virou uma conversa comprida, pra dentro, trazendo as quase mesmas emoções como se pronunciassem pro outro tudo o que diziam a si, os dois, ali, agora sem perceber, em silêncio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tentavam se concluir. Passar adiante as intimidades. Que a vida do sexo nos banheiros, nos cantos dos clubes, nos bancos dos carros, nos minutos corridos dos motéis, às vezes tornava um pouco tenso o que se distanciasse demais daquele contexto. Um olhar, um toque mais fundo, um beijo sem pressa, que vai conhecendo as carnes, as curvas, as quinas, os espaços, as pausas, os limites do íntimo, pode paralisar um corpo antes afeito dos mesmos carinhos. Assim mesmo. Paralisar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que surgiram pequenos medos, do próprio corpo, da própria higiene, de uma situação nova ligeiramente comum e bizarra, e íntima, que não se fala, mas se lida sempre. Ah, um corpo nu desarmado numa cama que não é de motel, num escuro que não é da rua, num frio que não é dos becos – o que fazer longe da casa que se conhece?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que muitos anos passaram e moldaram seus retratos, que ora revelam traços inconvenientes, ora fardos que não se escolhe, ora ocultam todas as possibilidades que, sim, podem existir. Às vezes até mesmo querem que existam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que o medo existe, o ciúme, todas as dúvidas. Você não se importou mesmo com aquele beijo? Aquela noite? Com o que sabe sobre mim? Com o que não sabe? E o que faz quando é distante? Você se afasta de mim? Havia um mergulho nas conclusões que tumultuavam todas as palavras, todos os olhares, opiniões que apontavam agora uma melhor alternativa do esfriamento, do afastamento... Não deixemos que a intimidade chegue e bagunce estas não oportunidades que nos damos. Opiniões que apontavam em seguida uma melhor alternativa do esperar mais um pouco, fiquemos assim calados, você do meu lado, sem falar, sem pensar, quase não vivendo. E depois apontavam uma outra melhor alternativa de viver sem muito blá-blá-blá, de assumir o que já é, que tem sido, o que somos, e com Bethânia: Então não fale nada, apague a estrada que seu caminhar já desenhou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O suco findava dos copos, o temor era crescente. Que fazer de uma mesa vazia, de copos vazios? Pra onde iriam, que decisão tomar? Adiaram um pouco o sugar dos canudos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijarem-se entre outros, após outros, horas seguintes, no dia seguinte, não era exatamente uma alternativa. Rótulos, compromissos, promessas, convenções, o que haveria de tão errado ou tão certo em optar por aquilo que, talvez – novamente se metiam às conclusões –, já existisse? Um dos dois calculava a liberdade. Outro cantarolava. “Sermos dois e sermos muitos”... “Nos sabermos sós sem estarmos sós”... Bethânia que se calasse um instante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O amor talvez fosse mesmo uma palavra de luxo, como dizia aquele tal poema, mas os dois se estreitavam numa vontade de serem íntimos. De meterem fundo a mão nas tripas do outro, e retorcerem toda vida que encontrassem. Uma violência a implorar por reciprocidade. Os dois se apertavam na catástrofe de já serem íntimos. De estarem a um triz um do outro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deixa eu te falar das minhas inseguranças de adolescente, do que me faz tenso e sentir frio. Deixa eu te falar da minha falta de jeito na tua cama, do labirinto que me é as tuas cobertas, esse vulto de monstro que é o teu cheiro de casa, esta tua pele à luz do dia. Fica mais um pouco se eu falar, se eu te ouvir? Ou teu alcance às minhas carnes será o nosso fim?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seguravam as palavras, mantinham a vida nos dentes. Uma úlcera se anunciava, mas fazia sol ainda. Queriam, mas não deixavam, não sabiam bem o quanto queriam que escapasse o que significavam um ali, diante do outro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deviam mesmo revelar tudo, encher de pesares aquele dia simples? Pesares? Dizer as coisas até poderia abrir os caminhos, sossegar as costas, mas só se a intimidade fosse esperada, querida, trabalhada. Poderia ser que só com intimidade fosse possível um conforto, uma felicidade. Só um passo a mais. Mas só se houvesse tempo para a intimidade. Essa última coisa que se consegue de alguém.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-2301339837649139250?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/2301339837649139250/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=2301339837649139250&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/2301339837649139250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/2301339837649139250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2011/08/beira-do-intimo.html' title='À beira do íntimo'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-5039034876574663430</id><published>2011-06-11T20:58:00.000-07:00</published><updated>2011-09-02T18:47:09.138-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='BDSM'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase prosa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='de outros diários'/><title type='text'>Dois Senhores, dois escravos.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Geneva, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 14px; line-height: 19px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As janelas do teu quarto estavam fechadas quando eu cheguei. Não havia luz no teu quarto e eu me perguntava por que teus olhos me pareciam tão negros. Tu de joelhos, subjulgado, a pele molhada, tu transbordavas naquele chão e eu não sei o que se afogava, se o teu orgulho, ou teu desejo. Eu não sei o que se salvava. Tua mente me era uma bagunça, e a tua vida, uma ofensa. Eu procurava tua força nos teus músculos, todos despejados, procurava nas tuas mãos, quentes, cheias de calos, na tua boca, no teu sexo transtornado, eu procurava a tua força para encontrar a minha dignidade, mas não sabia se encontrava, se enxergava, a tua verdade me cegava. Era demais abandonar a minha fraqueza para reconhecer a tua. Era demais olhar as minhas mentiras para compreender as tuas. Por que o teu corpo me pedia isso? Por que a tua vida me jogava na cara os longos caminhos para chegar à minha felicidade? Por que simplesmente tu não estás pronto? Por que derrubaste os teus pilares? Acreditas que os meus preconceitos desaparecerão recolhendo os teus cacos? Por que inferno tu não és uma resposta?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caminhei tanto até este deserto e te encontro humilhado? Te encontro nu? Te encontro fraco. A quem te submeteste? A quem te entregaste? Quantas vezes fizeste isto? Eu procurava dentro de ti o meu senhor, eu desejava que tua mão me conduzisse, que tu fosses somente uma ordem, mas como, me diga, me explica aí ajoelhado, me explica aí machucado, me explica aí possuído, por favor só me diga como eu me submeto a alguém que se submete? Só me diga como eu respeito a força de um fraco, se fores fraco. Teus olhos escurecidos não me dizem se choras, se pensas, nem se me dirás a verdade. Mas chamas o meu nome, não me dá detalhes, só chamas pelo meu nome demonstrando a vontade que eu acredite na realidade que um dia inventamos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei que um homem hoje abriu aquela porta, sei que ele entrou nos teus desejos, sei também pelos teus olhos de sombras que ele tocou no teu desespero. O que mais se passou aqui? Ele te bateu, te xingou, te cuspiu, te molestou? Quanto da tua pele ele sentiu? Quanto da tua carne ele abriu? Diz-me aí jogado, ele agora te conhece mais do que eu? Ou será, acenda esta luz, ou será que ele ainda não te conheceu?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mira-me e desenha-me como lidar que este chão frio conhece agora os teus joelhos e não mais só os meus. A tua humilhação me humilha. Morde a minha esperança. Vomita a minha fantasia. Se ora eu interpretava como exageros a vida de fetiche, agora esta decepção me faz pensar se não cultivo a mais rígida liturgia. Eu te dei o meu ciúme, te daria os meus segredos, mas como me abaixar se nem de pé você fica? Eu penso demais, eu sei, falo mais do que deveria. Minhas palavras, porém, só existem nos teus silêncios, nos teus escuros. Se tocasses fogo neste quarto, talvez eu me calasse. Temo principalmente que tu te tornes tão somente objeto de minha escrita. Quando escrevo, algo morre, se mata, abre mão da vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não queiras transformar-te num verso. Teu corpo de animal ainda está aí. Tuas mãos, tuas pernas, teus pelos, vejo que ainda tens um rosto, és uma imagem ainda com sentido. Eu tinha desejos e pequenas fés, tenho também egoísmos. Mas tenho. Mas sou. Sejas também, te suplico. Não sei se esqueço, se suspiro, talvez seja este teu ensinamento: um homem em busca de caminhos. Ajuda-me a querer tentar, que eu te conduzo a conduzir-me. Minha queda te ajudará a levantar, meus escuros iluminarão a tua vida, nosso prazer se encontrará. Este quarto, aquele homem, tua pele molhada, minhas dúvidas, os meus e os teus incômodos, pode ser o nosso começo. Olha estes meus olhos e perceba que eu ainda te busco. Ajoelho-me. Entenda-me. Ah sim, vejo que te ergues, agora só preciso que me ajudes a querer tentar acreditar.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-5039034876574663430?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/5039034876574663430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=5039034876574663430&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/5039034876574663430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/5039034876574663430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2011/06/dois-senhores-dois-escravos.html' title='Dois Senhores, dois escravos.'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-1938202630938931695</id><published>2011-04-22T18:36:00.001-07:00</published><updated>2011-04-22T18:36:25.071-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase poesia'/><title type='text'>resguardo</title><content type='html'>quando penso em dizer&lt;br /&gt;e gritar&lt;br /&gt;murmurar&lt;br /&gt;espernear&lt;br /&gt;socar os pronomes contra a parede&lt;br /&gt;acusá-los com muitos verbos atirados no chão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu desisto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;calo, porque é melhor&lt;br /&gt;mais fácil&lt;br /&gt;e deixo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tem coisa que não se pede&lt;br /&gt;a vida dá&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tem coisa que vem devagar&lt;br /&gt;atenção amigos amor&lt;br /&gt;lembrança&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu preciso só é me lembrar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mesmo que os de agora pratiquem&lt;br /&gt;o me esquecer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;espero só que não me esqueçam assim&lt;br /&gt;tão totalmente&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-1938202630938931695?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/1938202630938931695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=1938202630938931695&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/1938202630938931695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/1938202630938931695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2011/04/resguardo.html' title='resguardo'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-2529617204383306570</id><published>2011-04-05T19:17:00.000-07:00</published><updated>2011-04-05T19:17:43.718-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase poesia'/><title type='text'>Rasurado</title><content type='html'>eu não combino com minha&lt;br /&gt;solidão&lt;br /&gt;por isso ninguém a imagina&lt;br /&gt;nem acredita nela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dizem que pensam e pensam que acham&lt;br /&gt;que eu brilho por aí —&lt;br /&gt;brilho nada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;murmuram que eu me basto&lt;br /&gt;dentro da minha casca —&lt;br /&gt;uma casca azul e fria —&lt;br /&gt;basto nada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não percebem que minha palavra&lt;br /&gt;chega do lado esquerdo&lt;br /&gt;com minúscula, e nunca consegue&lt;br /&gt;deixar de ser calada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não acreditam na minha tristeza&lt;br /&gt;na minha falta de prumo&lt;br /&gt;creem só nessa altivez —&lt;br /&gt;que nunca tive&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;saibam portanto da minha desinteligência&lt;br /&gt;da minha feiura&lt;br /&gt;que tudo que escrevo começa e termina&lt;br /&gt;com uma rasura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sou só um rabisco&lt;br /&gt;mesmo que pareça — até entendo que pareça —&lt;br /&gt;tudo o que de verdade&lt;br /&gt;não acontece&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as pessoas acham que eu as abandono&lt;br /&gt;não sabem, tristes,&lt;br /&gt;felizes, egoístas, o quanto&lt;br /&gt;elas me abandonam também.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-2529617204383306570?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/2529617204383306570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=2529617204383306570&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/2529617204383306570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/2529617204383306570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2011/04/rasurado.html' title='Rasurado'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-2624319106901846255</id><published>2011-03-04T20:46:00.000-08:00</published><updated>2011-03-04T20:50:47.135-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase prosa'/><title type='text'>Leia-me com urgência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se eu mergulhar nisso? Sei que estar nas mesmas condições que você não nos faz livres, porque não há mesmas condições, haverá sempre alguma diferença que, se ignorada, será o pior de tudo o de ruim que já existe. Neste sentido não faz sentido a sua vontade, a sua esperança. Porque somos diferentes agora e seremos diferentes sempre, nossos corpos são diferentes e reagirão talvez de forma oposta à mesma desgraça. Não me recuse tão fácil, porque eu caio nesse abismo junto contigo se quiser. Me dê um tempo mínimo, e eu volto como queira, volto nas condições que imagina que um possível namorado tenha de estar. Ou me coloque você mesmo nessas condições. Todos os caras saudáveis, extrovertidos, lindos e bem-sucedidos que conheci não têm um sexto da sua vida, de tudo que vejo em seus olhos, de tudo que sei que me oferece. Precisamos só de um cuidado a mais, não é? Seja eu como você é, ou não, precisaremos sempre desse cuidado, porque seremos diferentes sempre, você sabe. Imagino que imagine que a intimidade pode ser melhor, que a rotina pode ser melhor, quando a realidade é parecida, a perspectiva, os sentimentos, quando se vive sob a mesma catástrofe, quando se enxerga o mesmo escuro. Mas você mesmo diz que sua situação é um detalhe, que você tem muito mais, que você é muito, pois eu te digo que vejo esse mais, e que minha situação também é um detalhe. Eu enxergo a luz dos seus escuros, te vejo, te acho dentro deles, e quero te fazer me achar dentro dos meus, te expor que meus escuros são tão escuros quanto os seus. Não me julgue, minha desgraça agora só é diferente, e sempre será, mesmo que eu troque a minha por uma como a tua, sempre será. Conheço os teus medos, sei que teme morrer depois de exposto e vulnerável ao meu amor, sei que teme não resistir a um abandono, a uma desistência, sei que pensa primeiro que eu não sou capaz, que não levo adiante, que não insisto, que não agüento. Mas eu também tenho medo do seu abandono, que rejeite o que eu sou, que não me permita viver o que sei que viveria com você. Eu abro mão, já disse, largo esse meu conforto, essa calmaria que percorre as minhas veias pelas ondas nervosas que tumultuam as suas. Eu mergulho nesse mar, eu me afogo. Se assim se sente mais seguro, se assim ficaremos livres para nos deleitarmos dentro de uma única prisão, te digo que até amanhã serei um soro-positivo como você. Iguais, enfim. Então eu te procuro, ou me procure já. Venha livre. Inteiro. Traga pra mim tudo que vive dentro de você. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Porque eu te amo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-2624319106901846255?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/2624319106901846255/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=2624319106901846255&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/2624319106901846255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/2624319106901846255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2011/03/leia-me-com-urgencia.html' title='Leia-me com urgência'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-2728315814292343090</id><published>2011-02-15T20:49:00.000-08:00</published><updated>2011-02-15T20:53:06.151-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase prosa'/><title type='text'>O primeiro dia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sentada no pau dele, que me disse pela primeira vez “eu te amo”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cavalgava como a vadia que era, de costas para ele, deitado reinando em minha cama, de frente para mim. Eu observava todo o espaço que aquele pau ocupava em sua buceta, cada vez mais larga, molhada, aquele pau tão grosso e disforme e agressivo, tão largo também que eu não conseguia não achar que tinha um formato quadrangular, com as quinas suavizadas para que não causasse mais estrago do que já causava, que estava causando. Realmente eram os vinte centímetros anunciados, e eu me surpreendia como tudo aquilo entrava com certa facilidade na minha mulher. Aquela buceta tinha nascido para aquele pau, e aquele pau, que a violentava e me humilhava, expelia da boca dela o amor que nunca acreditei que sentisse.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seus peitos chacoalhavam como duas bexigas cheias de água. Não, não eram murchos, minha mulher era linda! Eram bexigas cheias, não muito grandes, mas cheias, com a pele viçosa, os bicos como duas pontas de flechas afiadíssimas. Chacoalhavam muito, de tanto que sentava com força naquela pica, de tanto que se erguia e voltava a sentar, numa velocidade que nunca havia percebido existir comigo. Às vezes cansava, mas o macho não cessava nunca, passava ele a socar com força e rapidez, e os peitos dela continuavam a chacoalhar. Era lindo. Engraçado, mas lindo. Havia momentos que ele se erguia e os tocava, agarrava-os com as duas mãos, eles sumiam em suas mãos, grandes garras a não desperdiçar nenhum pedaço de carne. Uma fera ganhando território.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela sempre me olhava. Por cada etapa, sempre me olhava. Ali de pernas abertas, com a genitália arreganhada, ela me fitava. Ele também, havia quando se esforçava para me achar ali sentado em frente à cama, eu, mais uma mobília infectada com seu cheiro, e metia um pouco mais fundo e devagar, se exibindo. Estreitava os olhos, mordia os lábios, expressava o seu prazer e sua vitória, e deitava-se novamente, voltava ao seu posto de dono do pau que deveria estar sempre dentro da minha mulher. Aquele pau lhe trazia felicidade, realização. Ela me olhava, e eu via. Eu via tudo! Cada detalhe, de cada centímetro, de sua alegria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As pernas dele estavam quase fora da cama, seus pés quase encostavam o chão. Assim sua pica ficava mais próxima, e minha amada, a única mulher a quem consegui me unir, mostrava seu amor mais perto de mim. Eram pés grossos, quase nojentos. Pés de um selvagem que ainda evoluía. Pés de homem. Eu olhava e estranhava aqueles pés tão próximos, não me lembro aliás ter estado a tão pouca distância dos pés de um homem, eles me perturbavam. Pensei por um momento que eu deveria estar ali sob eles, seria mais humilhante; pensei por outro que eu gostaria de estar ali sob eles. Não conseguia concluir, quando ela disse:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;—Eu te amo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi horrível. Senti como se tivessem anunciado a morte de um ente querido, talvez de um cachorro que me acompanhou por toda a infância. É isto, eu senti uma tristeza de morte. Procurei os olhos dela e indaguei com os meus o que havia acabado de ouvir. Ela se repetia, “eu te amo”, seus peitos chacoalhavam, e a sua buceta rasgada, e aquelas bolas que a surravam, mas ela se repetia, e era grave, aquelas palavras não carregavam a ironia carinhosa que eu conhecia desde os tempos de colégio e que agora eu buscava reconhecer, com a urgência de quem está para morrer. Eu não encontrava, mas ela me repetia: “eu te amo”. “Meu amor, eu te amo”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;[de &lt;i&gt;Pablo e Lúcia: um prenúncio&lt;/i&gt;]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-2728315814292343090?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/2728315814292343090/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=2728315814292343090&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/2728315814292343090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/2728315814292343090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2011/02/o-primeiro-dia.html' title='O primeiro dia'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-246739324886364328</id><published>2010-12-25T19:03:00.000-08:00</published><updated>2010-12-25T19:12:04.966-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase poesia'/><title type='text'>tu não és o meu poema</title><content type='html'>jorra na minha garganta toda tua indecência&lt;br /&gt;todo teu egoísmo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;prenda-me na tua coleira&lt;br /&gt;faz-me pequeno na tua vaidade&lt;br /&gt;grandioso na tua verdade&lt;br /&gt;marca-me com ferro a tua mentira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;arranca com os dentes o meu amor&lt;br /&gt;mastiga a tua vitória&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;deleita-te na minha catástrofe&lt;br /&gt;beija-me a minha desgraça&lt;br /&gt;identifica-te com ela&lt;br /&gt;e finca-te em toda a minha vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;recusa-me por fim os versos&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;porque não te amo porque mereces, amo-te porque és um canalha; então mija na minha boca: seja-me prosa sem sentido&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;e demorada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-246739324886364328?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/246739324886364328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=246739324886364328&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/246739324886364328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/246739324886364328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2010/12/tu-nao-es-o-meu-poema.html' title='tu não és o meu poema'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-6671803039026672329</id><published>2010-12-08T08:36:00.000-08:00</published><updated>2010-12-08T17:41:00.883-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='direitos autorais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='não ficção'/><title type='text'>Copy Left – Júnior Teatro e Música</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, procurando por um texto antigo meu, dei de cara com um blog onde ele se encontrava. Primeiro, como em outros casos, achei se tratar de alguém que teria publicado algo meu porque havia gostado, mas feito contudo alguma menção à minha autoria. Mas não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebi que não se tratava de plágio, o blog publica diversos textos e imagens, algumas letras de música, inclusive, mas nunca menciona seus autores. No caso de imagens, entendo que seja mais difícil. Nesta terra de ninguém que é a Internet, é provável que uma busca pelo Google Imagens resulte em diversas fontes desconhecidas ou pouco confiáveis. Eu tenho outro blog baseado sobretudo em imagens, quase nunca menciono a autoria delas simplesmente porque desconheço, mas faço a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mea culpa&lt;/span&gt; e afirmo que elas não são minhas, e me disponho a respeitar o autor quando ele se mostrar. É o mínimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou amador e independente, mas sou o autor de todos os sentimentos verbais publicados aqui. O autor. No alto do meu anonimato e da minha falta de talento, sou o autor. É a única coisa que eu sou. E gostaria que isto fosse lembrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou a favor e praticante do compartilhamento gratuito de cultura. Sei que é uma condição delicada, uma situação ainda discutível e a ser pensada, mas faço o mínimo: promovo a autoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O blog é o http://juniorteatroemusica.blogspot.com e, pelo que vi, há os textos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu&lt;br /&gt;Sem Título (Meu mau hálito)&lt;br /&gt;Rendido&lt;br /&gt;De manhã&lt;br /&gt;W. (no blog como "Escondido")&lt;br /&gt;Paciência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurem no Índice daqui por esses textos, caso queiram relembrá-los. Tenho preguiça agora de colocar os links.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro ainda que este blog é todo protegido por uma licença Creative Commons. Mais detalhes &lt;a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.5/br/"&gt;aqui.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isto. Paz a todos os homens de boa vontade e saravá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mordidinhas,&lt;br /&gt;Fábio.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-6671803039026672329?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/6671803039026672329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=6671803039026672329&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/6671803039026672329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/6671803039026672329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2010/12/copy-left-junior-teatro-e-musica.html' title='Copy Left – Júnior Teatro e Música'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-3752514915641506133</id><published>2010-11-26T10:28:00.000-08:00</published><updated>2010-11-26T10:29:51.268-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='não ficção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase prosa'/><title type='text'>Boy 1</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Quem lembra? Tem alguém aí das antigas? Dos outros recantos, das outras palavras, de tantos anos? Aconteceu. Eu sabia, eu dizia, e aconteceu. Ele se encontrou, se aceitou, faz um tempo, e me contou. Com a mesma alma de sempre, me procurou para contar como a vida havia mudado, como se lembrava das nossas conversas, em especial de uma, outra época, num dia um momento em que a vida aconteceu tão densa e devagar, quase atingimos o profundo da amizade, da cumplicidade. Mas ele se lembrou, veio até mim, queria me contar desde o início, mas só agora sua alma permitiu. Insinuou admirar a minha experiência, e eu admiro a sua transformação. Já tem um amor, vejam só, já tem uma convivência íntima, um grau de revolução que jamais atingi. E com a mesma alma de sempre, aquela que só possuem os ingênuos e os mártires. Ah, eu agradeço a lembrança, a memória, a procura, a confiança. E admiro toda essa força contida que desabrocha como um poema simples. Explode essa vida e seja feliz, meu amigo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-3752514915641506133?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/3752514915641506133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=3752514915641506133&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/3752514915641506133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/3752514915641506133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2010/11/boy-1.html' title='Boy 1'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-141112088259793792</id><published>2010-11-21T11:09:00.000-08:00</published><updated>2010-11-21T11:15:53.252-08:00</updated><title type='text'>Uma coisa rápida</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Só pra dizer que um passou por mim, até me olhou, sem motivo, claro, porque o motivo dele não é, nunca seria igual o meu, mas me olhou e me fez uma história, fabulou a minha mente. ele foi uma surpresa pros meus amigos, todo sério, todo homem, todo simples, todo menino, todo meu. a existência dele envaidecia a minha, felicitava também, e ele um dia me dizia que tudo o que eu não gostava em mim me tornava tão mais bonito pra ele, todos os limites, todos os bloqueios, fraquezas, defeitos mesmo. ele era assim quase que perfeito. mas eu fabulei alguns poréns, alguma agressividade, alguma possessividade, algum ar que ele me tirava, permiti a nós algumas cercas pra que pudéssemos ser um pouco reais, ainda que fabulosos. ele era comum, tão comum, de verdade ele era comum eu sei. vi nos olhos dele quando passou que ele era comum, e acessível, um rapaz do cotidiano, mesmo com o peito e o abdomen tatuado ele era do dia a dia, mas tão dos outros, nunca de mim. tanto ele quanto outros que eu já e ainda nem percebi, tão alheios. ele me chamou pra conversar e me entregou um anel, disse que seria o que ninguém tinha sido na minha vida. não sabia como seria usar um anel, ser assim tão exposto, tão óbvio, mas que eu achava um jeito. encontraríamos o nosso jeito de viver o que esperávamos viver. e viveríamos. fabulei até de noite, esquecendo tudo o que não era verdade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-141112088259793792?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/141112088259793792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=141112088259793792&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/141112088259793792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/141112088259793792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2010/11/uma-coisa-rapida.html' title='Uma coisa rápida'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-3007387660383568461</id><published>2010-10-15T21:01:00.000-07:00</published><updated>2010-10-15T21:28:51.831-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase prosa'/><title type='text'>Rafaela</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembrou daquela uma vez em que nem chegou direito ao portão da escola, foi barrada, acuada, levada pra detrás dos muros. Dois a jogaram no chão, um chutou a sua cara, outro seu estômago, outro pisou a sua mão e ordenava aos berros “Diz o seu nome!”. Falar doía, mas ela obedeceu: “Rafaela”. Os cinco cuspiam, chutavam, socavam, puxavam seu cabelo e insistiam na pergunta. Sem outra verdade que lhes pudesse fornecer, ela dava a única que tinha, e repetia: “Rafaela”. Tinha quinze anos e, com a boca sangrando, o corpo moído, teve a sua primeira vez. Satisfez como pôde aqueles cinco coleguinhas da escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve outros dias que lhe visitaram a memória naquela noite. O dia, por exemplo, que seu pai chorou enquanto babava de ódio e recusava, gritava que recusaria até a morte pronunciar o seu nome. “Nunca!”, ele lhe mostrava o punho fechado e as pupilas em chamas: “Nunca!”. Saiu de casa sem um abraço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ano depois, aos dezesseis, continuava lembrando, um cliente puxava-lhe o cabelo enquanto metia o pau a seco e sem proteção na sua bunda, e, como todos os homens que passavam na sua vida, ordenava com algum grau de raiva que dissesse o seu nome. “Rafaela”, “Rafaela”, “Rafaela”, ela dizia a verdade, “É meu nome”, “É quem eu sou”, mas ele não acreditava, e perguntou o tempo todo, deselegante. Foi embora sem pagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez: cinco homens desceram de seus carros barulhentos e iluminados e a acuaram na parede. Não tinha ali um documento que pudesse mostrar, e novamente foi chutada, cuspida, esbofeteada. Seu nome era indagado inúmeras vezes. “Fala o seu nome, filho da puta!”, “Quer morrer?”. Abandonada no chão, ouvia as risadas. O pouco da visão embaçada, da consciência sangrada, permitiu que identificasse com mais clareza um deles ali. Achou-o tão bonito... Poderia amá-lo para sempre. Como no fundo amava, até hoje, o Daniel, o primeiro a chutar o seu estômago e a gozar na sua boca, aquele dia atrás da escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrou do primeiro dia em que vestiu uma frente-única. Sentiu-se tão mocinha, tão bem. Penteou lentamente os cabelos longos, finalmente longos, e passou um batom cor-de-rosa. Sabia que era uma cor suave, tinha medo que seu pai pudesse lhe achar vulgar. Foi a primeira vez que se encarou no espelho e disse convicta: “Rafaela”. Era uma blusinha tão linda, parecida com esta, que vestia hoje. Naquele dia sentiu-se completa, entendeu a importância de qualquer frase iniciada com “Eu sou”. Soube ali finalmente quem era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre quis voltar a estudar. Abandonou a escola porque era obrigada a integrar a fila, o time errado. Não sabia como se portar no banheiro, era humilhada, e mesmo os professores a chacoteavam com seus sorrisos de canto de boca toda vez que lhe chamavam por um nome que não era o seu. Nosso nome, ela concluía agora, é a nossa verdade. E só nós sabemos a nossa verdade. Ninguém sabe nem a escolhe por nós. Ela informava a todos a sua verdade, mas ninguém acreditava. Insistiam, insistiam, insistiam que ela mentisse, dissesse coisas que realmente desconhecia. Às vezes pensava que até o “Viado filho da puta” com que era chamada revelasse mais que o nome que teimavam que admitisse ser seu. Não importava a circunstância, ela não gostava de mentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando leu a notícia de que algumas escolas aceitariam um tal de “nome social”, seu coração pulsou como só pulsava quando avistava o Daniel. Alegria e medo. Será que poderia recomeçar? Sem pai, sem clientes, até mesmo sem o Daniel? Quis tentar. Conseguiu uma matrícula e agora estava ali, lembrando de tudo que havia passado, de todos os homens e de todos os professores que conheceu na sua vida. Discreta, esperava pela chamada. A direção da escola lhe garantiu que ali tudo seria diferente, e que a sua verdade seria a verdade perante os olhos de todos. “Inclusão”, “cidadania”, “direitos humanos”, “respeito”, tantas palavras lhe foram ditas, mas nenhuma tão doce e impactante quanto aquela que estava prestes a ser pronunciada pelo professor, no primeiro dia de aula, enquanto lia a lista dos alunos. “Será, meu Deus, será?”, ela mordia os lábios, pálida. Até que enfim ouviu, como lhe soava bonito o seu nome, quando vinha da boca de uma outra pessoa. Preenchia o mundo: “Rafaela”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-3007387660383568461?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/3007387660383568461/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=3007387660383568461&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/3007387660383568461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/3007387660383568461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2010/10/rafaela.html' title='Rafaela'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-8789921615358593344</id><published>2010-10-06T22:37:00.000-07:00</published><updated>2011-09-02T18:43:56.198-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teus pés'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase prosa'/><title type='text'>A tal da dona Tranquilidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O problema era o tal do afeto. Todo o resto seria perfeito, não fosse o afeto. A liberdade, a paz, tudo existe sem o afeto, sem a necessidade do afeto. Não há problemas, psicológicos, psiquiátricos, sociais, profissionais, sexuais, não há problemas pessoais sem o afeto. Concluía isso e tentava arrancar de onde pudesse aquela tal necessidade que surgia, impávida e altiva, dos pequenos detalhes de tudo, de todos que conhecia. Era o segredo da felicidade, não havia, ele não enxergava nenhum outro caminho para a maldita felicidade, não fosse o árduo, árido e pedregoso caminho sem a terrível necessidade do terrível afeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O prazer explodiria. O prazer se espalharia pelos cantos, preencheria tudo, encheria de cor cada quina, cada escuro. Cada coisa ficaria iluminada pelo prazer, pela sorte, pela vida. Sem o afeto. A água do mar, ele já via, seria mais azul, mais límpida. A grama teria um verde raro, cor de primavera, haveria flores, todas abertas. O ar lavaria os pulmões, umedeceria a garganta, os olhos, a pele, rejuvenesceria a aparência, bonificaria o humor. Não haveria música ruim sem o afeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas, ele olhava o movimento na rua enquanto voltava para casa, e pensava que as pessoas seriam todas amigas umas das outras. Seriam inteiras e verdadeiras. Seriam bonitas. Os moços não se preocupariam em ser casados, solteiros, noivos, os moços seriam disponíveis. Seriam, inteiros, de todos os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desejo se amplificaria, chegaria ao cume de sua juventude e de sua lascívia. A intimidade, o autoconhecimento, o amor-próprio alcançariam patamares que nem mesmo o pensamento alcançou, por causa do afeto. Ele lembrou do dia que não aproveitou o gosto daqueles pés o suficiente, nem observou com a melhor atenção o percurso daquele suor, ele lembrou do outro dia em que o medo e a timidez, e um vazio, cessaram a sessão da fantasia, planejada há tanto tempo, interromperam o momento e pediram, discretamente, misericórdia. Ele imaginou como seria realizar cada vontade, com um, com dois, com três, com tantos desejasse, todas as situações possíveis, todas as posições, posturas, personalidades que assumiria para si e nos outros. Uma mão firme num dia, mãos atadas no outro. Um beijo compartilhado com desconhecidos, um sexo dividido, consentido e admirado. Um triângulo imposto ou querido. Sem tradições ou barreiras. Experiências, ele pensava, precisava de experiências. Mas ele sabia, pensava, concluía, ele precisava se livrar daquela horrível necessidade. Porque só há vida sem o afeto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-8789921615358593344?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/8789921615358593344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=8789921615358593344&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/8789921615358593344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/8789921615358593344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2010/10/tal-da-dona-tranquilidade.html' title='A tal da dona Tranquilidade'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-226232388389803442</id><published>2010-09-04T13:18:00.000-07:00</published><updated>2010-09-04T13:29:59.578-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase poesia'/><title type='text'>A gripe ou a desesperança</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se é o tempo seco&lt;br /&gt;a respiração dificultada&lt;br /&gt;a garganta&lt;br /&gt;a cabeça&lt;br /&gt;as veias congestionadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei mesmo se é a saúde&lt;br /&gt;os movimentos&lt;br /&gt;os membros&lt;br /&gt;a plenitude&lt;br /&gt;a esperança pausada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que percebi chegando&lt;br /&gt;engatinhando&lt;br /&gt;contrariando&lt;br /&gt;se instalando&lt;br /&gt;no canto onde você estava&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aquele velho conhecido&lt;br /&gt;dos meus olhos&lt;br /&gt;nos teus olhos&lt;br /&gt;no vão entre nossas mãos&lt;br /&gt;o menino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não chamei, só chegou&lt;br /&gt;nem me trouxe comprimidos&lt;br /&gt;mal-educado&lt;br /&gt;desalmado&lt;br /&gt;esse velho rapazote sem temor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;meu pessimismo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-226232388389803442?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/226232388389803442/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=226232388389803442&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/226232388389803442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/226232388389803442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2010/09/gripe-ou-desesperanca.html' title='A gripe ou a desesperança'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-7557250086953710542</id><published>2010-07-29T20:24:00.000-07:00</published><updated>2011-09-02T18:42:12.557-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='BDSM'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teus pés'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='de outros diários'/><title type='text'>Entrega</title><content type='html'>Eram tantos os lugares,&lt;br /&gt;mas tantos os pesares,&lt;br /&gt;que vi não haver no mundo melhor refúgio&lt;br /&gt;que a sola de teus pés&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt;(só porque o &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt;Thiago - felicissicimo.blogspot.com -&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt; gostou mais desse, rs.)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-7557250086953710542?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/7557250086953710542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=7557250086953710542&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/7557250086953710542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/7557250086953710542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2010/07/entrega.html' title='Entrega'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-2205748254745268802</id><published>2010-07-20T15:20:00.000-07:00</published><updated>2010-08-16T18:04:42.850-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase poesia'/><title type='text'>Dois textos</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;A minha cama&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa minha tendência ao suicídio&lt;br /&gt;essa minha inclinação ao desespero&lt;br /&gt;toda essa minha tristeza inventada&lt;br /&gt;esse meu prenúncio de amor destruído&lt;br /&gt;você aguenta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse meu corpo enrijecido&lt;br /&gt;minha tensão eterna&lt;br /&gt;meu desconforto de abrir o íntimo&lt;br /&gt;esse meu desejo desconhecido, gelado e feito pedra&lt;br /&gt;você aceita?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu horizonte florecido&lt;br /&gt;meu pote de ouro esquecido&lt;br /&gt;o brilho infantil dos meus olhos tímidos&lt;br /&gt;a minha entrega&lt;br /&gt;você espera?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Faz assim:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;apaga suas trilhas&lt;br /&gt;esquece o caminho&lt;br /&gt;ignora o horizonte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não pensa em nada&lt;br /&gt;desaprende as palavras&lt;br /&gt;apenas vá&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;encontra o nosso despenhadeiro&lt;br /&gt;respire cego a nossa queda&lt;br /&gt;despenquemos suaves dentro de nós&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);"&gt;(porque você me inspira)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-2205748254745268802?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/2205748254745268802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=2205748254745268802&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/2205748254745268802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/2205748254745268802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2010/07/dois-textos.html' title='Dois textos'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-7099225457137520078</id><published>2010-07-01T23:40:00.001-07:00</published><updated>2010-08-16T18:00:45.208-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase prosa'/><title type='text'>Olhar de mãe</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Não devemos contar. Veja só como estão confortáveis com a opinião de que somos como todo o mundo. Como os filhos que elas não tiveram. Veja só como vivem aliviadas sabendo que seremos uma família, não da mesma exata forma que sonhavam, mas da forma possível e de uma forma correta, semelhante ao que elas acreditam. Não contemos. Tenho medo de que a honra que demoramos tanto tempo a conquistar passe a ter o mesmo tamanho do nosso amor: dois meses. Não posso, e você também não pode, perder esse orgulho suave e discreto que surgiu no peito de minha mãe, e da sua. Ela entendeu decepcionada que sou diferente, mas consegui convencê-la de que minha diferença era um detalhe muito pequeno, tão pequeno que, acabada a decepção, passado o susto, nem se percebia. Prova disso era você, amor da minha vida. Era a minha maturidade, o meu martírio, a culpa e o medo que senti, que eu disse que senti, todo o preconceito que eu disse que vivi, tudo o que me torna adulto, muito mais do que seria se não passasse o que passei, o que passo, o que digo que passo. Era a minha vontade, comum e branca, de ter uma relação estável, duradoura, monogâmica, saudável. Eu não posso ser promíscuo, entende? Não posso ser um cafajeste. Como os sobrinhos dela, os meninos na escola, no bairro, como todo menino normal e livre, que no fundo é sempre um pouco cafajeste, e promíscuo, porque sem amarras no seu corpo e na sua dignidade beija quantas e quem quer, vive a festa que inventa para si, tem a vida descomprometida, quase niilista, a sexualidade anárquica, as mãos e a mente desenfreadas. Todo menino é um cafajeste e um promíscuo, faz parte de ser menino. Até que cresça e se torne um homem menos cafajeste, quem sabe menos promíscuo. Encontre então uma mulher reprimida, ao menos o oposto atraente, e equilibre aquela liberdade despudorada, trazendo a vergonha, o medo e a tranquilidade à relação. Não posso ser um menino comum, esse tipo de comum, afinal eu já disse a ela que eu não era. E ser comum sendo diferente seria o caos no coraçãozinho dela. Imagina eu dizer: Mãe, sou gay e cafajeste. O caos, não é? Então não contemos, não ainda. Ter me assumido por um amor que não durou não valerá a pena, não valerá toda a transformação por que ela passou, por que busca passar. Minha mãe, e a sua também, não entenderá a minha solidão, os vários nomes novos na minha agenda, meus vários novos futuros amigos, todos os outros que virão depois de você. Ouça, eu tenho muito medo de não conseguir um relacionamento padrão, de não conseguir me encaixar no que ela entende, porque eu gosto, hoje eu gosto, de variedade, de liberdade, de diversão. Você é como eu, somos sozinhos, você não foi o meu oposto, não encontramos o equilíbrio. Muito menos a vergonha. Somos, na amplitude da palavra, dois HOMENS. Talvez seja só por hoje ou só você o meu fracasso de uma vida corriqueira, mas hoje é muito importante para ela. Veja como sorri ao lado de sua mãe. Aposto que conversam que são duas mães felizes, com dois filhos tão-bons-meu-Deus-do-céu, um pouquinho só diferentes, protege-eles-meu-Pai. Então pega na minha mão, diz que me ama, sinta ciúmes de mim. Compre uma aliança, bote no meu dedo, diga que não consegue olhar pros lados, que não enxerga mais ninguém além de mim, que é só meu, só meu! Exagera um pouco, fala até em filhos. Na nossa diferença ainda não cabe uma normalidade. Fique um pouco mais, finja, deixemos passar os meses. Só pra que ela ache que somos felizes, como seríamos se não fôssemos nós.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-7099225457137520078?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/7099225457137520078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=7099225457137520078&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/7099225457137520078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/7099225457137520078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2010/07/olhar-de-mae.html' title='Olhar de mãe'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-8100092056318290485</id><published>2010-06-08T19:11:00.001-07:00</published><updated>2010-08-16T18:15:27.964-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='uma imagem'/><title type='text'>Sem importância (por Valéria C.)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TA74cKMYWoI/AAAAAAAACYk/IVItbR-TsVA/s1600/SEM+IMPORTANCIA%281%29.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TA74cKMYWoI/AAAAAAAACYk/IVItbR-TsVA/s400/SEM+IMPORTANCIA%281%29.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5480590959212780162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;[talvez seja preciso clicar sobre a imagem para "lê-la" melhor]&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-8100092056318290485?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/8100092056318290485/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=8100092056318290485&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/8100092056318290485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/8100092056318290485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2010/06/sem-importancia-por-valeria-c.html' title='Sem importância (por Valéria C.)'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TA74cKMYWoI/AAAAAAAACYk/IVItbR-TsVA/s72-c/SEM+IMPORTANCIA%281%29.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-6115156225853530534</id><published>2010-05-24T12:26:00.000-07:00</published><updated>2010-08-16T18:00:45.208-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase prosa'/><title type='text'>Nunca enviada</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Recebi a sua mensagem, os seus telefonemas, a sua vontade, a sua preocupação. Mas eu estava longe, caminhando por conta própria para bem longe do vulto de carinho que avisto aí bem distante, em você. Não sei se é fuga, agora eu acho que não é não, é índole, personalidade, característica, essência, confusão. Sou sinceramente confuso e incompleto, você aguenta? Invejo certas posturas que nunca consegui adotar, presentes em mim, mas mais teóricas, nunca práticas, nunca tão e tão plenamente praticadas. Posturas erradas. Nada perto do afeto, nada perto da preocupação, do bem-cuidar, da autocompaixão, coisa próxima das sensações rápidas, escravizadas, da carne. Da minha carne sempre à espera do toque suave e do toque bruto. Desiguais, incomunicáveis, impossíveis. Um algo que me fascina e me flagela. Um fogo brilhante, alastrador, iluminado, muito, muito bonito. Que machuca, que tortura, e mata. Aguenta a minha morte constante? O meu olhar sempre direcionado ao que não é de você. Talvez nem de mim. Troquei o seu café, a sua mão sobre a minha, a sua admiração pelo que eu digo, e penso, por uma cama com três. Três que me rejeitaram, me repudiaram, me usaram, me excluíram, me preteriram, me lembraram da minha solidão. Foi um acidente, essa morte desse jeito, com os porquês que me constranjo em contar, não foi prevista, e se não houvesse ocorrido, é provável, não te escreveria. Porque seria só uma intimidade, uma masturbação. Não previ, mas imaginava, sabia que algo poderia acontecer. Não a animalidade, a vergonha, não aquilo que aconteceu, que acontece com todo o mundo, mas continua sendo ruim e quase incompreensível e indesculpável, só o ser preterido, o desfavorecimento, o abandono, um abandono limpo, higiênico, sem justificativas. Pior ou melhor, não sei, mas limpo. Ao menos minha solidão carregaria alguma dignidade. Você aguenta um companheiro indigno? Sabe que um dos três me despertou um quê a mais de vontade, e está nas mãos dele uma pequena possibilidade de eu retomar o meu respeito, até a minha beleza, sempre tão vulnerável, ao mínimo imprevisto, a qualquer comparação. Dependo tanto hoje de um retorno, de um aceno. Dele. Você me compreende? Você espera? Você me desculpa? Melhor não, deixemos pra lá, sou péssimo demais, não vai dar certo? Ou quem sabe?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-6115156225853530534?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/6115156225853530534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=6115156225853530534&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/6115156225853530534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/6115156225853530534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2010/05/nunca-enviada.html' title='Nunca enviada'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-3143125897747242960</id><published>2010-04-19T23:25:00.000-07:00</published><updated>2010-08-16T18:04:42.850-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase poesia'/><title type='text'>só um bilhete:</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz tempo eu não respirava aliviado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostei de ver que outros olhavam para mim&lt;br /&gt;enquanto você não me dirigia a palavra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-3143125897747242960?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/3143125897747242960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=3143125897747242960&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/3143125897747242960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/3143125897747242960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2010/04/so-um-bilhete.html' title='só um bilhete:'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-794822981629404192</id><published>2010-04-02T18:59:00.000-07:00</published><updated>2010-08-16T18:00:45.208-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase prosa'/><title type='text'>A sua janela</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechou os olhos, sentiu o peso das pálpebras, o peso do sono. Tinha acordado cedo e já passavam das duas da manhã. Inclinou um pouco o corpo para trás, sentiu as costas se alongarem discretamente, passou as mãos pela cabeça, bagunçou o cabelo, depois pelo rosto, pressionando com os dedos os olhos, adiando um pouco só a exaustão. Levantou as pálpebras, olhou para o fundo da sala, para descansar ainda um pouco mais a visão daquela tela que, não tinha jeito, não lhe trazia nada de bom. E ainda lhe mutilava a madrugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já tinha fechado a janela do msn. Como aquele cara tinha sido grosseiro! Noutro dia, era todo elogios, galanteios, sorrisos, olhares, pela webcam, mas ainda sorrisos e olhares. E palavras. Quase o convenceu de que podia, pelo menos por alguns dias, quem sabe meses, ser o cara certo. Só que hoje tudo tinha mudado, e, mal o cumprimentou, já recebeu um coice ferrado. Por isso fechou os olhos, para lembrar que tinha um corpo que precisava de repouso, mas não precisava daquilo, nem daquele cara. Fechar a janela da conversa e dormir parecia a única opção inteligente, justa e possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cara se bastou na sua grosseria e passou minutos num silêncio arrogante. Parecia ou não se lembrar dos outros papos ou não se lembrar dele, porque motivos ele não tinha para aquele pequeno desdém, pequena crueldade. Olhando o tal nick on line na sua lista de contatos, ele pensou no que poderia estar se passando. Tinha esperado dias para que pudessem conversar novamente, e agora isso. Não, o cara não era um tipo podre, escrotão, tinha lhe parecido tão suave da última vez. Parecia uma boa opção, um bom possível acontecimento. Só que ele não tinha de agüentar aquilo, não tinha mesmo, nunca teve. Não importa o momento que o cara vivesse, respeito é respeito, educação é educação. Amor próprio também não tem dois significados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem quando implorava a companhia dos colegas de escola, forçava as amizades, sufocava a solidão, inventava amores, paixonites frágeis, ingênuas e egoístas. Nem quando sonhava ser o que não era, nem quando se forçava a sonhar. Menino forte e esperto num dia, menina delicada e cobiçada no outro. Até pôneis apareciam. Porque amor próprio tem sentido exato, e é só o que justifica a existência. Sem isso, melhor dormir. Era isso o que fazia, o que queria fazer agora. Quando se cansava, se esgotava, dos outros, de si, da vida, até desses desconhecidos, possíveis amores, improváveis amigos, desrespeitosos e mal educados, ele dormia. Seus lençóis, sua cama, seu travesseiro... o suspendiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não parava de olhar, porém, aquele nome disponível na sua tela. Poderia ter acontecido alguma coisa com aquele cara, uma chateação, uma tristeza, uma amnésia. Jamais saberia se não tentasse novamente, se não interrompesse o amor próprio por um minuto só. Talvez as coisas todas da vida não tivessem de ser tão radicais mesmo. E uma vez uma amiga observou que só algumas pessoas têm capacidade para agüentar e superar as limitações das outras. Só algumas pessoas sabem e conseguem ouvir, sabem e conseguem falar. Por isso insistiu e, novamente, falou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Antigamente, você era mais simpático”. Uma segunda chance, irônica e crítica. E um pedido de desculpas como resposta, e desculpas esfarrapadas como justificativas. Mas, desculpas. A conversa fluiu um pouco melhor a partir daí. Houve espaço para minúsculos desabafos, para futilidades, suavidadezinhas de que os amantes recém-amantes necessitam para continuar amantes. Nada profundo, só o suficiente. Meia dúzia de frases, um esboço de diálogo, mas uma imagem melhorada, um horizonte mais identificável. Porque amor próprio é um valor exato, mas solidão, não. Ele insistiu, o cara cedeu, e uma próxima conversa voltou a ser uma possibilidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-794822981629404192?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/794822981629404192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=794822981629404192&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/794822981629404192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/794822981629404192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2010/04/sua-janela.html' title='A sua janela'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-1252327256425265760</id><published>2010-03-24T20:20:00.000-07:00</published><updated>2011-09-02T18:45:26.994-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='não ficção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='de outros diários'/><title type='text'>Punk Art</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O avesso da arte. Ojeriza, repulsa,  miséria. Prostituição. Aquilo que nunca é importante, porque não é da  sociedade, do talento, da moral, do bom caráter, é só um aquilo do ócio,  da falta de brio para batalhar, sofrer e aguentar a vida. Fácil, vida  fácil, fácil.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;O sexo sem nome, pior, sem afeto. Quase  sem respeito. Porque o respeito não é erótico, não se deixa penetrar,  muito menos com os dedos, com os objetos em volta, com punhos e  tornozelos, à luz, com testemunhas que interagem ou apenas celebram uma  possível degradação. Devassidão. "Devassa amplidão".&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A arte é o belo, a pornografia é o chulo  do belo. O descanso do intelectualismo, repouso breve e intermitente  das nossas mentiras mais sinceras e vitais. A pornografia, alcova  impressa ou eletrônica, quase sempre asséptica, eterniza como um poema o  costume, a cultura e o delírio, estampa as máscaras que mais revelam do  que escondem, e trabalha as minúcias das complexidades do desejo, força  cada vez mais humana. A pornografia é um tratado antropológico.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Que condições a cercam? O que se oculta  no explícito? Dores, náuseas, dívidas, ciúmes, almas libertárias,  democracia de corpos, ou o mais encantador e desconcertante  exibicionismo? Como é possível tanta beleza? Tanta beleza vendida? Como é  possível essa orgia de tipos, de troca de fluidos, de exploração mútua,  como é possível corromper-se ao mais extremo e tão distante da  realidade que, de verdade, não conhecemos, mas sabemos, porque não é  admissível ser diferente da nossa. A pornografia desvenda mesmo os  despudores, as infinitas possibilidades que o sexo, natural ou cultural,  sempre nos reservou? A transgressão e o cruzamento das identidades, das  orientações, das raças, dos gêneros, das idades, de toda e qualquer  condição que nos limite? Verdade? Vontade? O cume do moderno, da  liberdade? Liberdade. A pornografia é sim um tratado.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Talvez uma pessoa não se revele pelo  nome, pelo trabalho, pelas palavras, por seus valores engravatados, e  talvez nem mesmo se revele apenas e totalmente pelas ideias. Uma pessoa é  o que goza. O lençol bagunçado de uma cama ainda quente, as manchas no  sofá, no carpete, o líquido nas mãos, o gosto na língua, as marcas na  pele revelam muito, muito mais. A pornografia industrializa a nossa  revelação, mas não a desumaniza. São pessoas ali ainda. Pessoas. É  possível flagrar os sorrisos, os olhares, os incômodos, os prazeres. É  possível flagrar inclusive a ingenuidade. Basta que sejamos sensíveis,  um pouco só. Inteligentemente sensíveis.&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;O chulo do belo, o avesso da arte.&lt;a href="http://mybeautifulpornstar.wordpress.com/"&gt; Punk Art.&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://mybeautifulpornstar.wordpress.com/"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://mybeautifulpornstar.wordpress.com/"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="320" height="265"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ryzvmKV8uDQ&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ryzvmKV8uDQ&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="320" 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Art'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-8498610551997857151</id><published>2010-03-20T15:10:00.000-07:00</published><updated>2011-09-02T18:45:27.001-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='de outros diários'/><title type='text'>Debutante</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira vez que toquei num homem&lt;br /&gt;foi uma iniciativa minha&lt;br /&gt;Só minha&lt;br /&gt;sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem companhia, decidi ir àquela boate daquele dia&lt;br /&gt;Fui sozinho&lt;br /&gt;e um mundo se abriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só&lt;br /&gt;Um passo&lt;br /&gt;e pronto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho a impressão que a vida grita na minha orelha&lt;br /&gt;Ela grita preu ser sozinho&lt;br /&gt;fazer sozinho&lt;br /&gt;sozinho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela escancara&lt;br /&gt;arregala os meus olhos embaixo de porrada&lt;br /&gt;que meus passos solitários sempre foram mais largos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ainda assim&lt;br /&gt;não sei por que&lt;br /&gt;eu espero pelos outros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-8498610551997857151?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/8498610551997857151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' 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justify; line-height: 150%;"&gt;Foi porque, num dia de solidão, você estava disponível. Veio como todos os outros, mas suas mãos me passearam por outros caminhos. Você me olha com olhos de futuro, e parece não se importar com nosso incerto presente. Não há, quem sabe, nada aí que me atraia, me tire o sono, só algum sorriso – muitos! Só sua permanência nos meus dias, entre todos os meus defeitos, sorrindo. Só a segurança que você é: a sua estabilidade de homem comum. Você se comporta como a minha companhia, me trata como alguém na sua vida. Tão pequeno o que temos, mas não parece. Será que amanhã a gente se esquece? Você não é o que procuro, talvez não seja. Mas é agora o tempo, e você aproveita, perfura, preenche as minhas brechas. Eu preciso do seu pão fresco com manteiga pela manhã. Preciso do que você oferece de pequeno e rotineiro. O tempo é já, e num dia de solidão você estava disponível. A pessoa errada, na hora certa.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-9136355296716268434?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/9136355296716268434/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=9136355296716268434&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/9136355296716268434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/9136355296716268434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2010/03/mais-uma-hipotese.html' title='Mais uma hipótese'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-8558354040806167027</id><published>2010-02-12T20:24:00.000-08:00</published><updated>2010-08-16T18:00:45.209-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase prosa'/><title type='text'>Um bandido</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho uma faca: passa o dinheiro –&lt;br /&gt;ele me abraçava&lt;br /&gt;e eu precisava que me rasgasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu peito era muito próximo:&lt;br /&gt;um moleque por uns trocados&lt;br /&gt;e quase me agredia,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;colado em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão curto, tão rápido&lt;br /&gt;pelos poucos metros daquela longa estrada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;suas pernas as suas canelas&lt;br /&gt;seus pés descalços num tênis largo&lt;br /&gt;camiseta rasgada aqueles seus ombros&lt;br /&gt;a nuca exposta –&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o cangote do bandido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discutimos nossa relação –&lt;br /&gt;daria o que quisesse se me soltasse: menti&lt;br /&gt;e corri –&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como se corre dos possíveis amores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Que me agridem, mas nem me rasgam&lt;br /&gt;tampouco me roubam:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um cheiro de saudade,&lt;br /&gt;uma lembrança de desejo...&lt;br /&gt;Sua oferta foi só uma ameaça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua faca era uma mentira)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-8558354040806167027?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/8558354040806167027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=8558354040806167027&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/8558354040806167027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/8558354040806167027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2010/02/um-bandido.html' title='Um bandido'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-1240616792377360135</id><published>2010-01-13T19:05:00.000-08:00</published><updated>2010-08-16T18:00:45.209-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase prosa'/><title type='text'>Beatriz</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se eu abandonasse a minha melancolia? A minha falta de confiança, um pouco só da minha timidez, um pouco só da minha insegurança? Se eu vencesse o ciúme, a aflição, toda a angústia, se eu desse o primeiro passo, você seguraria a minha mão? Se eu insistisse, teimasse na vida, te propusesse um recomeço, você me ensinaria a alegria? Se eu esgotasse quase tudo que sou, esvaziasse até a minha escrita, curasse parte da minha loucura, acabasse com a matéria-prima da minha literatura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você seguraria a minha mão? Passamos mesmo impunes um pelo outro, nada aconteceu, ficamos mesmo na melhor das intenções... você ficou? Não caímos mesmo em tentação? Se eu tivesse coragem, se eu te desse coragem, se valesse a pena o risco, a possibilidade? Se formos mais do que fomos, do que somos, apesar dos outros, de nós, e se eu nunca te deixar só?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se eu te der a minha solidão, e se desta vez não for um desencontro, nunca tiver sido, e se precisarmos ser mais do que amigos? Ah, diz quantos desastres tem na minha mão, diz se é perigoso a gente ser feliz. Ah, e se eu não pensasse tanto, se minha palavra cruzasse com a tua, se eu invadisse os teus versos, e se eu abandonasse as minhas dúvidas? Me dedicasse a oferecer o que eu tenho, a abrir os caminhos, te prometesse não ser mais sozinho? Para sempre é sempre por um tris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se eu pudesse entrar na sua vida?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-1240616792377360135?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/1240616792377360135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=1240616792377360135&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/1240616792377360135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/1240616792377360135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2010/01/beatriz.html' title='Beatriz'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-4109332555530951278</id><published>2009-12-24T11:22:00.000-08:00</published><updated>2010-08-16T18:00:45.210-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase prosa'/><title type='text'>Datas felizes</title><content type='html'>&lt;meta equiv="CONTENT-TYPE" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta name="GENERATOR" content="BrOffice.org 3.1  (Win32)"&gt;&lt;style type="text/css"&gt; 	&lt;!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 	--&gt;&lt;/style&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;	&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt;Desculpe. Sei que cheguei sem avisar, que não passo de um desconhecido, que te assustei, mas veja, eu sei quem você é, não que tenhamos algum dia conversado, mas sempre soube quem você é e, por mais que talvez eu nunca tenha te respeitado como deveria, eu sempre achei que você não merecia tudo o que te acontecia, e acho injusto o que vai te acontecer agora, só que você ainda não sabe, mas eu precisava dizer, porque talvez a minha desconfiança esteja errada, e você vai poder respirar aliviada, mas mesmo assim você precisa saber, e eu sou a única pessoa que você tem agora, a única pessoa que pode te alertar que a sua vida precisa de atenção, e que você precisa cuidar da sua felicidade. Você vai me odiar, mas sou tudo o que você tem hoje.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt;Sou amante do seu marido, já faz dois anos. Ele nunca me amou, eu nunca o amei, mas ele é hoje a pessoa mais importante da minha vida, e será da sua também, depois de mim. Eu o conheci pela Internet, num chat qualquer, ele procurava por homens, ele queria sexo casual, sabe? Ele me encontrou, eu o achei fascinante, um tanto grosseiro, gélido, mas atraente, muito atraente, dizia tudo o que me excitava, me despertava todos os desejos vis, me fazia escravo da minha luxúria, sua palavra era tão dominadora, preenchia todos os espaços da minha vida, e quando o conheci, o seu olhar frio, sua grosseria cada vez mais desrespeitosa, e a sua pegada, ah, eu acho que você conhece a pegada que ele tem, não conhece? Ele não é mesmo tortuosamente fascinante? Ele te ama? Ele nunca me amou.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;	&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt;O fato de ele ter uma mulher, planejar ter filhos, fazia dele uma pessoa tão comum, tão do bem, tão família, ele era confiável. Como ele não frequentava a noite, os guetos, como ele era distante de tudo o que eu tinha me tornado, ele era para mim como um pai, um irmão, ou melhor, um primo. Sim, um primo, porque o incesto muito próximo nunca foi meu interesse, mas um primo, sim, um primo, alguém próximo, da família, que nos dá estrutura, segurança, a quem a gente se entrega de olhos vendados, alguém que leva a gente pra frente, alguém com quem a gente pode passear de chinelos, alguém com quem a gente pode tomar o café da manhã. Concorda comigo? Me entende? Ele não era o meu marido, mas era meu primo, alguém em que eu podia confiar. Eu quase o amei.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;	&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt;Se ele não me abandonasse todas as noites, se ele não me deixasse sozinho na cama, abandonado mesmo com o corpo dele por cima do meu, aquele corpo de homem que tem mulher, aquele corpo de homem que quer um filho, aquele corpo de homem, bem, você sabe, você conhece bem. Se ele não me abandonasse sempre, eu o teria amado, eu estava pronto para amar, mas ele me impedia. Nosso amor seria uma angústia. Porque ele não te largaria, ele me dizia isso, ele gostava de você, e gostava de ter uma mulher, ele se sentia homem assim, e era importante para ele se sentir mais homem do que eu, e eu gostava que ele se sentisse mais homem do que eu, porque assim ele me protegia, eu me sentia tão seguro com ele, me sentia em casa, ele era meu primo, é como se tivesse crescido comigo, ou pelo menos me visto crescer, ele era quem conhecia a minha vida inteira, quem eu era de verdade, de chinelos, no café da manhã. E só um homem mais homem do que eu podia me abandonar como ele me abandonava.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;	&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt;Minha querida, veja, eu nunca achei justo que ele te enganasse, mas entenda que ele nunca te abandonou, ele retornava pra você, era você quem ele avistava em seu futuro, só você. Apesar de não concordar, eu o entendia, você não imagina como é difícil para um homem sobreviver com as preferências dele, muitos não têm coragem, não conseguem, muitos se escondem, porque é difícil, sabe? É muito sofrimento. Todo o mundo reconhece o amor de vocês, e respeita um homem que tem mulher, mas quem reconheceria o nosso? Só nós, num quarto fechado, com as janelas fechadas? Você sabe como é difícil viver sem um deus que nos abençoe? Ele é católico, você sabe, você é evangélica, vocês enfrentam as religiões, mas sua briga é bonita, romântica, dá novela, mas e a minha e a dele? Nossa relação dá no máximo um contrato. A de vocês, um casamento. Amar assim não tem importância. Pra ele. Você entende? Ele não tem culpa. Os outros têm.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;	&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt;Ele sempre foi fiel a você, sempre cuidou para que a admiração que ele sentia por você nunca diminuísse, e sempre cuidou para que fosse você o futuro e a família dele. Mulher, só havia você. Mas havia outros homens. Só que ele me tinha como especial, pelo menos eu acho, o nosso trato deixava a entender. Ele saía com outros, eu também, até namorei um tempinho uma outra pessoa, mas eu sempre o via, não era traição, porque ele era meu primo, não era um namorado. Mas tínhamos um trato. Sem camisinha, só entre nós. Todo o resto devia ser cercado de cuidados, os maiores possíveis, mas entre nós, como eu posso dizer, entre nós realizávamos todas as vontades, as safadezas de que todo homem gosta. Desse jeito ele me deixava um pouco próximo de você. Me dava um pouco da importância que você tinha, já que com você não havia cuidados também.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;	&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt;Te juro que fui fiel ao nosso trato, à nossa relação, e nunca, nunca, nunca eu dei qualquer brecha a outro homem, nunca eu permiti a outro as liberdades que o seu marido, o meu primo, tinha comigo. Nunca. Acredita? Por favor, acredite, minha querida, eu sempre cumpri a minha promessa, porque o mais importante para mim era ter um pouquinho do amor de família que você tinha, eu não perderia isso, eu não... Significava muito pra mim. Por favor, acredite.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;	&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt;Só que alguma coisa deu errado. Semanas atrás, eu soube que estava doente. É isso, sim, doente. HIV. Lamento, minha querida, lamento. E a única razão disso possível é que ele, o Leandro, não tenha cumprido o nosso trato. Estou muito mal, ele não respeitou o nosso trato, ele me traiu, e traiu você. Ele nos traiu, minha querida, sinto muito. Desconfiei outro dia de um cartão que eu vi, era de mulher. Mas outras mulheres? Ele dizia que não. Prostitutas? Eu nunca perguntei. Talvez tenha surgido uma terceira pessoa, alguém especial, um olhar ao qual ele não resistiu. Uma brisa que refrescou alguma culpa, alguma dor que ele sentia. Porque talvez doesse estar comigo e estar com você. Ninguém escolhe ficar doente, querida, talvez ele não tenha culpa.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt;&lt;br /&gt;	&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="JUSTIFY"&gt;Precisei falar com você porque, embora nunca tenhamos nos conhecido, conversado, eu me sinto próximo de você, porque você era a minha referência de amor, de felicidade, de respeito, o amor que você tem eu nunca tive, porque é o amor que ele guarda quando me abandona. Porque é o amor que ele reserva pra você. Querida, achar certo o que ele fazia eu nunca achei, a mulher nessa situação às vezes é tão vítima, mas eu não resisti, quem resistiria a ele? Você também não resistiu. E acho que agora você precisa se precaver, cuidar da sua felicidade, cuidar para que não a perca, nem ela nem o amor que tanto cultiva. Decida o que quiser, mas eu me senti na obrigação de te contar, porque, é estranho, mas aprendi a gostar de você, de longe, bem de longe, mas gosto sim, e quando ele me disse ontem que você achava que estava grávida, sabe, algo fechou a minha garganta, e eu não falei nada, ele ainda não sabe. Minha querida, ele ainda não sabe. Mas você precisa. Querida, somos iguais, amamos o mesmo homem e somos uma mesma vítima, por favor, respire fundo e se prepare, porque a vida vem aí, vai nos carregar como um mar nervoso, mas é água, querida, mas é água. É um começo. Lamento. Feliz natal. Feliz ano novo. Sejamos felizes.&lt;/p&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-4109332555530951278?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/4109332555530951278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=4109332555530951278&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/4109332555530951278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/4109332555530951278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2009/12/datas-felizes.html' title='Datas felizes'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-2240252502871704094</id><published>2009-12-17T20:04:00.000-08:00</published><updated>2010-08-16T18:00:45.210-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase prosa'/><title type='text'>São Jorge</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Não me morda tão forte, não me belisque, não me aperte nem me arranhe, não insista se eu reclamar. Falo muito pouco, por timidez, a minha timidez é verdade, eu mal falo se gosto ou se não gosto, mas se digo que me incomoda é porque já é insuportável. Não quero parecer uma mulherzinha fresca, mas às vezes machuca além do que pode, então eu não quero mais. Prefiro o carinho, lento. Ah, sim, eu me excito, fico agressivo, vadio, puto, mas se não rolar, não rolou. Porque eu prefiro o carinho, lento. Talvez eu nem goste de sexo, talvez o sexo me seja só uma imposição cultural, política, sei lá. Eu quis dar pra você, mas agora dói. Odeio quando dói, mas dói. Não, eu não estava relaxado e não sei o que me relaxa, esqueça de me perguntar. E se eu não quero, eu não quero mais. Acho tesuda a sua cara pedindo pra me comer, mas não dá. E não cutuque, não insista. Não fale também de coisas grandes. De amor, de solidão. Não me faça perguntas grandes, se eu gosto ou se eu não gosto, se eu deixo você cuidar de mim, se caso, se curto, se é você, se sou eu, o que é. Me desculpe se te frustro, lamento muito, mas sou eu, não é você, não sei o que é. Talvez eu nem goste de sexo. Talvez eu seja uma farsa. Não seja violento, indiferente, não jogue. Odeio farsas. Suas mãos são lindas, gostei das suas tatuagens, dos seus pés, sejamos suaves. Gosto da suavidade, mesmo se já te falei coisas sujas. Desculpe se pareço uma farsa. Agora eu me sinto exausto, triste, como se tivesse passado por muito estresse. Vi ontem Shelter, já viu? Por que as coisas não são assim? Porque não surge alguém e pronto? E é possível dar pra alguém todos os dias? Talvez eu nem goste de sexo, talvez eu ainda não seja o que realmente sou, talvez me falte coragem pra fazer o que realmente me dá vontade. Talvez eu não dê nunca mais, talvez o nunca mais seja só você ou só hoje ou só agora, talvez eu nem faça mais sexo. E mais uma vez não pergunte nada, nem insista. “Acho que não” é um “não” educado. Porque sou tímido, consequentemente... educado. Difícil? Talvez não.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-2240252502871704094?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/2240252502871704094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=2240252502871704094&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/2240252502871704094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/2240252502871704094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2009/12/sao-jorge.html' title='São Jorge'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-3134113943500991921</id><published>2009-12-05T18:47:00.000-08:00</published><updated>2010-08-16T18:14:51.127-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='uma imagem'/><title type='text'>o meu depois (por Valéria C.)</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/SxsbptTS8pI/AAAAAAAACEg/jJQkklhDGqs/s1600-h/fabio2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/SxsbptTS8pI/AAAAAAAACEg/jJQkklhDGqs/s400/fabio2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5411949780564898450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-3134113943500991921?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/3134113943500991921/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=3134113943500991921&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/3134113943500991921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/3134113943500991921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2009/12/o-meu-depois-por-valeria-c.html' title='o meu depois (por Valéria C.)'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/SxsbptTS8pI/AAAAAAAACEg/jJQkklhDGqs/s72-c/fabio2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-7644236665578649206</id><published>2009-11-29T20:25:00.000-08:00</published><updated>2010-08-16T18:12:48.848-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='não ficção'/><title type='text'>Do começo ao fim</title><content type='html'>[contém spoiler]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Gr3Z2_YOQ8A&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Gr3Z2_YOQ8A&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez neste blog não caiba apenas ficção. Talvez eu possa falar um pouco sobre assuntos variados, comentar qualquer coisa. Não sei. Vejamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;meta equiv="CONTENT-TYPE" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta name="GENERATOR" content="BrOffice.org 3.1  (Win32)"&gt;&lt;style type="text/css"&gt; 	&lt;!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 	--&gt; 	&lt;/style&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt; A imprensa já alardeou que esse filme virou cult, tantos os burburinhos sobre ele na Internet. Não havia outra saída: um filme brasileiro a tratar de homossexualidade já é um marco — afinal vivemos num país onde moças de saia curta são linchadas em universidades —, o que se dirá então de um filme que trate de incesto homossexual. A TV e a Literatura brasileiras já abordaram o tema do incesto, quem não lembra d'Os Maias, obra de Eça de Queiroz adaptada pela Globo, com a Ana Paula Arósio e Fábio Assunção, irmãos, se atracando? Mas ali o ocorrido foi uma tragédia, e os irmãos não se sabiam irmãos. Em &lt;a href="http://docomecoaofim.com.br/"&gt;Do Começo Ao Fim&lt;/a&gt; os irmãos se conhecem muito bem, nasceram da mesma mãe (impressão minha ou serem filhos do mesmo pai seria uma polêmica maior?) e foram criados juntos. No entanto, não há tragédias, questionamentos, nada. Tudo é leve, suave, nos despertando para a simplicidade de que as coisas são realmente feitas, quando nos permitimos, se nos permitimos, tal sensibilidade.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;meta equiv="CONTENT-TYPE" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta name="GENERATOR" content="BrOffice.org 3.1  (Win32)"&gt;&lt;style type="text/css"&gt; 	&lt;!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 	--&gt; 	&lt;/style&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt; O mais novo nasce de olhos fechados, permanece assim por alguns dias, e a mãe não se desespera, sabe que o filho abrirá os olhos “quando estiver pronto”. Ali, segundo o menino, ele aprendeu o que é livre arbítrio. Uma das poucas reflexões que o filme nos instiga, rara cena de instante de crítica. Outra é quando, já adultos e amantes, o mesmo rapaz diz ao irmão que o ama porque “para entender o nosso amor é preciso virar o mundo de cabeça para baixo”.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;meta equiv="CONTENT-TYPE" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta name="GENERATOR" content="BrOffice.org 3.1  (Win32)"&gt;&lt;style type="text/css"&gt; 	&lt;!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 	--&gt; 	&lt;/style&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt; No mais, a suavidade improvável. A mãe chega a perceber cedo a demasiada intimidade dos meninos, mas decide poupá-los de uma censura. Questionada pelo pai de um deles, argumenta que não gostaria de dizer às crianças que aquilo é ruim. O homem aceita. O outro pai também não se pronuncia, só ao final, bem sutilmente, confessa que aprendeu com a mulher “as coisas da vida”. O único momento tenso do romance passa a ser então a provável e temporária separação dos irmãos, devido a um compromisso profissional de um deles. Os responsáveis pelo filme argumentam que o tema já era pesado demais, e que o possível era dar à história toda a leveza necessária. A crítica não aceitou e avaliou mal o filme, por esse e outros aspectos.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt; 	De fato, parece um filme simples demais. Há cenas quase constrangedoras, talvez mais pela limitação das crianças do que pela direção. E a história segue com buracos, situações deslocadas.  O primeiro momento de entrega dos moços acontece de repente, quase sem por quê. Mas é uma grande iniciativa. Eu não esperava isso do Brasil, ainda mais se tratando de filme com atores famosos da televisão. Há pequenos pudores, como o fato de os irmãos, tão próximos desde sempre, só se tornarem amantes após a morte da mãe, QUINZE ANOS DEPOIS da época de meninos. Pouco convincente, não? A adolescência, com toda sua explosão hormonal, ali nem existiu, e poderíamos ter acompanhado um pouco mais da presença da mãe no construir daquela relação. Porém o filme para nós, reles soldados pedindo esmola, como já cantava Renato Russo, até é bastante corajoso, com suas cenas sensuais, de nudez inclusive, e beijos sem vergonha nenhuma. Preciso registrar que os pés do Rafael Cardoso (Thomás) são lindos!&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt; 	Mas o filme adiou sua estreia várias vezes, e surge tímido em meia dúzia de salas, todas na região da Avenida Paulista, cume da civilização do país, onde até se pode andar de mãos dadas, e quiçá dar beijinhos quase apaixonados, sem ser espancado na mesma hora. O que é ruim ao todo, mas ao menos me poupou das risadas que ainda ecoam na minha cabeça, da época em que assisti  a Brokeback Mountain num Cinemark lotado. No entanto, o gueto. O público é gay, bem gay, com seu humor ácido que não perdoou uma cena em que, sozinho e desolado, um dos moços flerta com uma mulher. A propósito, por que uma mulher? Para deixar o personagem “quase normal” ou para atiçar o triste e marginal fetiche por um homem hétero, ou que se comporte como tal? Os casados da net, os bródi sussa com suas mina, sarados do jiu-jitsu e do muay thai, os pornôs do “gay for pay”, e até as bichinhas quá-quá com suas línguas afiadas e preconceituosas, prontas a apontar as passivas loucas, que nos respondam.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;Quem sabe foi uma tentativa de deixar os dois protagonistas alheios a tudo o que nos é comum. Talvez eles não pertençam a nenhuma categoria sexual, seu sentimento está além de todas essas miudezas classificatórias, e existe não porque são dois homens simplesmente, mas porque são duas pessoas que se enxergam para além do sexo, condição quase etérea que talvez não seja de nossa capacidade compreender.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt; 	Creio que meu azedume é insuportável. Eu andava afastado de certas coisas, o que não é apenas bom. Havia me esquecido do quão diversos são os tipos, os perfis, que anos atrás me eram provas contra a tese da suposta minoria. Nada é o que parece, nunca é. Havia me esquecido de que os gays também podem ser atraentes, e de como é boa a suavidade do flerte, do agito, do encontrar-se com iguais, do encontrar-se com desconhecidos. Havia me esquecido também de como não tolero mais algum estereótipo, o deboche pobre, o sorriso raso, a feminilidade tacanha, e de como esse incômodo talvez seja bobo e limitante para mim. Percebi que estou isolado demais.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt; 	Pensei que me emocionaria mais, mas ainda assim recomendo o filme. Ele é maior do que este mundo em que estamos presos. O amor ali é tão delicado, e é apenas amor, e mais nada. Um universo sem culpa, crimes, pecados. Tudo é observado sob o olhar de uma mãe que conhece os seus filhos e sabe como sua relação é limpa e sincera. Uma analogia a tudo o que é possível ser considerado amor. É uma história elevada, para elevados. Não haverá como discuti-la entre questões primárias, da educação e cidadania básicas, e que ainda nos são presentes.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%; text-align: justify;"&gt; 	Depois, a realidade. A buáti na esquina seguinte, são paulinos discutindo mais adiante, e os jornais, em notas de divulgação, fazendo questão de deixar claro que os atores são heterossexuais.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-7644236665578649206?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/7644236665578649206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=7644236665578649206&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/7644236665578649206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/7644236665578649206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2009/11/do-comeco-ao-fim.html' title='Do começo ao fim'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-6204944754666284039</id><published>2009-11-13T18:44:00.000-08:00</published><updated>2010-08-16T18:00:45.210-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase prosa'/><title type='text'>Extrema Unção</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cume de minha vida ateia foi eu ter chamado um padre para me confessar a horas de minha morte. Eu, que morro daqui a pouco. A carícia do destino foi me ter enviado um homem jovem e bonito – meu pau enrijeceria se eu tivesse força. O padre ficou bem perto de mim, um macho respirando no meu cangote. Não ouvi o que disse, mas comecei a falar: Confesso minha covardia de viver, meu medo, minha fraqueza, me arrependo não ter dito que amava minha mãe tantas vezes ela precisasse, me arrependo não ter gostado tanto de mim, não ter valorizado o suficiente talvez as amizades, os amores, as conquistas. Confesso minha estupidez de não conseguir sequer saber se fiz tudo o que podia, por mim e pelos outros, se minha vida foi plena, ou se tive um bom caráter. Além disso, não pequei. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-6204944754666284039?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/6204944754666284039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=6204944754666284039&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/6204944754666284039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/6204944754666284039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2009/11/extrema-uncao.html' title='Extrema Unção'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-3393281804140631328</id><published>2009-10-31T21:36:00.000-07:00</published><updated>2010-08-16T18:00:45.211-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase prosa'/><title type='text'>Ela</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Vê mais uma bem gelada — disse o tal de cabelo preto e gravata. E logo chegou a vigésima quinta garrafa de cerveja, posta na mesa cuidadosamente pelo garçom, cujo rosto deteriorado pelo cansaço não significava nada àquele grupo de irmãos (Assim é que chamavam uns aos outros: — Fulano é meu camarada, meu irmão).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O japonês era o que se mantinha mais lúcido; sabia que chegar em casa fedendo complicaria sua vida com a patroa e não conseguiria dormir o suficiente pra trampar no outro dia. O outro, loiro de cabeça raspada, entendia-o muito bem, vivia coisa parecida, mas quem enchia o saco era a mãe. O negro não; era dono de si, dono das suas satisfações, não as dava a ninguém. Parecia adulto, consciente de cada gesto, cada palavra. Assim como o ruivo de sardas, solteiro, livre do aborrecimento das mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cinco bebiam. Enchiam a cara. Por prazer, porque era isso que restava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Meu, faz tempo que não fodo. Tô quase apelando pra punheta — disse o ruivo de sardas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Pega uma puta, caralho — sugeriu o japonês, sem perceber quem tinha se queixado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Qual o mal de bater uma? Tem que bater uma todo dia. Ajuda a viver — filosofou o loiro de cabeça raspada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Eu sei — disse o ruivo. — Mas sempre achei que bater punheta era se confessar sem mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Mas você está sem mulher — observou o negro, já entediado. — Ou você finge até pra si mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Faz o seguinte: vai no banheiro e resolve isso. Só lava a mão quando voltar. Odeio pegar, mesmo indiretamente, no pau ou na porra dos outros — disse o japonês, reparando em como o de gravata olhava a barba do garçom que limpava a outra mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Melhor — concluiu o engravatado, desviando os olhares que percebeu terem sido notados —, vai pra casa. Ficaria incomodado de estar próximo de alguém que acabou de acariciar um pau que não é o meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos concordaram. O ruivo largou uns trocados na mesa e partiu, cambaleando e se tocando, rumo ao carro. Livres de perturbações, o resto dos irmãos discutiram futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando ela chegou. Exuberante, não havia quem não a notasse. Tudo ficou assim um pouco mais iluminado. Cabelos na cintura, vermelho-fogo, vestido justo, azul-céu, sandálias prata de salto muito alto. Sem batom, apenas com um brilho nos lábios. Unhas sem nenhuma pintura. Pernas magnificamente torneadas. Seios, durinhos. Ela queria usar o banheiro — “toalete”, na sua voz estranhamente suave. Perguntou a direção ao garçom e caminhou sem olhar pros lados até a fila de meninas que aguardavam a vez ajeitando os cabelos e cochichando sobre os moços do bar. Ele, após dar a devida informação, sorriu malandro pros irmãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— É homem. É um bicha! — disse o de gravata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Que nada! Gostosa desse jeito? — indagou o negro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Sim, é uma bicha! — retrucou o irmão de colarinho branco. — Uma merda de uma traveca! Não sei por que não matam essas porras!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Um traveco, meu irmão — corrigiu o japonês —, não dê o gostinho de chamá-lo no feminino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Meu, não vê que ela tá na fila do banheiro das mulheres? — insistiu o negro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— E você acha que ela ia dar bandeira? — continuou o de gravata. — Trancada numa cabine, ninguém vê se ele mija em pé ou sentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Tio, compra uma flor? — um menino magro, pardo, feio e sujo perturbava os irmãos. Carregava uma cesta cheia de rosas, algumas brancas, outras vermelhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Hoje não, garoto — respondeu seco o irmão de gravata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Vai pedir pra sua mãe trabalhar — disse o negro. O menino se afastou, tão apático quanto quando se aproximou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Nossa, como fede! — observou o irmão de cabeça raspada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Olha, o veado entrou no banheiro — avisou o japonês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— É mulher! Eu já comi — confessou o de cabeça raspada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Comeu? — se surpreendia o negro. — Viu a boceta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Vi — afirmou implacável o cabeça raspada. Dentro de si, a dúvida: gostava dos rabos, e às vezes a bebida não deixava ver se tinha uma boceta ali perto. Mas não era possível, era a porra de uma mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Então é puta — concluiu o negro. — Bonita desse jeito, só pode ser puta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Pena que o truta foi embora — disse o oriental, referindo-se ao brother ruivo. — Uma puta dessa ia aliviar bonito as necessidades do cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Não acredito que seja mulher — disse o de gravata ao de cabeça raspada. — Vai lá e comprova. Se você realmente comeu aquilo ali, aposto que tava louco e meteu no cu sem perceber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Beleza — concordou o cabeça raspada, levantando-se e indo com pressa em direção ao banheiro. Mais do que ninguém, precisava resolver aquela história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Mete logo a mão entre as pernas dela — ordenou o japonês. — Se for mulher, é puta, então traz pra gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Mas se sentir as bolas — continuou o negro —, põe pra correr e avisa pra não aparecer por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O loiro de cabeça raspada aguardou nervoso ela sair do banheiro. Quando saiu, segurou-a pelo braço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Ei, boneca!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela o fitou. Séria, como se o odiasse, não disse uma única palavra. A força e a raiva que vinham dos seus olhos barraram qualquer som que o loiro de cabeça raspada pudesse emitir. Atônito, ele só pensava em como aquilo, em como ela era bonita, como seus olhos eram bonitos. Cinzas, talvez roxos. Tantas cores vinham dela: seu vestido azul, seus cabelos vermelhos, seus lábios brilhantes, seus olhos... tanta luz. Soltou-a.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Desculpe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Tia, compra uma flor? — o demoniozinho magro, pardo, feio e sujo outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela abaixou-se, ficou à altura do menino. Acariciou-lhe o rosto, beijou-o com uma ternura maternal. Pegou duas rosas, uma branca e uma vermelha. Levantou-se, fitou o sujeito sem cabelo novamente. Parecia mais alta, a olhá-lo de cima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Pra você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O loiro de cabeça raspada olhou para as mãos dela; entregavam-lhe a rosa vermelha. Sem saber por quê, aceitou-a.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela fechou os olhos e cheirou profundamente sua rosa branca. Aberta, com grandes pétalas, tão alva que passava a ideia de coisa limpa. Casando perfeitamente com suas mãos, nuas de pintura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Natasha! — gritou ao longe uma voz rouca. E sem encarar outra vez o sujeito que incomodava, ela foi embora sem olhar pra trás, sem olhar pros lados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo ficou assim um pouco mais escuro. Na luz falha do bar, a rosa vermelha parecia ter manchas esquisitas, parecia um tanto podre. O irmão de cabeça raspada jogou-a no chão. Tentou lembrar da voz dela, no momento em que lhe ofereceu a flor, mas não conseguiu. Sentiu-se um tolo, incapaz de compreender qualquer coisa, até a básica diferença entre os seres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao vê-la passar, o irmão de gravata não titubeou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— É traveco, um pervertido passando por mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Ou mulher, tão gostosa que parece um traveco — ironizou o japonês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— E aí? — disse o negro ao de cabeça raspada, vendo-o chegar — Conferiu se tinha bolas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Não. Não consegui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Como não? — indignou-se o de gravata. — Não viu se era traveco? É claro que é, meu! E a gente querendo passar pro sardento...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Logo ele que odeia essas merdas — disse o negro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Não odeia mais do que eu — garantiu o japonês, fitando os olhos do de gravata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Mas você não percebeu, assim de perto, que nada ali era natural? Peito, bunda, cabelo, até os olhos, daquela cor esquisita, falsa? — continuou o negro. — Aliás, foi ela quem você comeu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Não sei. Não a reconheci, mas achei que me olhou como se me conhecesse. Tinha tanto ódio nos seus olhos... E ninguém odeia quem não conhece. Ela me olhou de uma maneira... Eu não entendi o seu olhar. E fiquei sem reação por causa da força que ele tinha. Uma força que não sei se é boa, não sei se é má. Uma coisa tão esquisita. Sabe, não sei quanto ao peito, quanto às bolas, mas seus olhos, eles com certeza... — hesitou, mas admitiu — eram naturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não querendo entender nada, aquele papo besta, o de gravata não pensou duas vezes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Ô garçom, mais uma breja! Pessoal, falando em bolas, alguém viu o penalty que aquele filho da puta perdeu?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-3393281804140631328?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/3393281804140631328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=3393281804140631328&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/3393281804140631328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/3393281804140631328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2009/10/ela.html' title='Ela'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-8396042841290234300</id><published>2009-10-12T13:43:00.000-07:00</published><updated>2011-09-02T18:42:12.559-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='BDSM'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase prosa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='de outros diários'/><title type='text'>Dois irmãos</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi no abismo do ciúme que se viram, se tocaram, se odiaram, a si e ao outro, foi dentro da ferida, da agonia do ciúme que se perceberam, a si e ao outro, e saíram pra tomar um café. Eram irmãos, sem querer, sem permitir, não tinham escolha, ou ao menos não queriam fazê-la. Mas estavam ligados, na dor, no prazer, no amor, no ódio, no medo, por algemas, cordas, mordaças, chicotes, por uma coleira. Tomavam aquele café prestando atenção no preto e no amargo. Pensavam juntos, em silêncio, por que admitiam dividir o mesmo homem, por que admitiam permitir que um único homem os usasse impunemente, por que consentiam sofrer o azedo do ciúme enquanto esse mesmo homem tinha seu ego massageado? O que era esse homem? O que era o toque dele no outro, na sua frente? A eles não eram permitidos outros toques, às vezes nem o próprio, outros corpos, a eles só era permitido que aguentassem a realidade de que um homem superior tinha o direito de usufruir de quem e quantos desejasse. O ciúme era um doce beijo, precedente ao duro toque de um Dono, de um Mestre que existia para que se conhecessem, para que mergulhassem em todas as agruras que agora chamavam de prazer. Mas qual era mesmo o prazer? Um rompeu o silêncio: qual seu nome, onde mora, idade, perguntas tolas, respostas já conhecidas, mas alguém precisava falar. Ouve que música? Sempre a música dá um toque especial à conversa, falaram dos ingleses, dos americanos, dos franceses, dos alemães, mas divergiram mesmo foi sobre os brasileiros, sobre uma falta de criatividade pós-moderna, sobre os magníficos anos setenta, sobre Chico, Caetano, Ney, sobre o funk, punk dos pardos, sobre o sempre frágil rock nacional. Falaram de novelas, séries, filmes, reality shows, encontraram a literatura, Clarice, Caio, Pessoa, Helder, Torga, Sade, fizeram analogias e chegaram enfim às suas vidas. O papo já tinha cor. Um já era agradável ao outro. Riram, sorriram, se olharam, balbuciaram segredos, murmuraram fragilidades, dorezinhas, safadezazinhas, lacrimejaram a infância, blasfemaram. Eram irmãos, sim. Era claro. Porque nossos irmãos estão perdidos pelo mundo, porque escolhemos a nossa família, aquela verdadeira, o nosso laço, porque somos eternamente responsáveis por aqueles e por aquilo que cativamos, e pequenos príncipes ou não, um era cativo do outro, amigo do outro, porque se viram no mesmo caminho, com as mesmas ansiedades, eram almas gêmeas, necessitadas das mesmas vivências, com a mesma sede, com a mesma fome, eram duas crianças cheias de medo, precisando enfrentar os mesmos fantasmas. Perceberam-se partilhando da mesma solidão, caindo de um mesmo precipício, se viram escombros de uma mesma desgraça. O ciúme perdia o sentido, porque eram irmãos, cúmplices, entenderam perfeitamente que a dor de um era a dor do outro, tiveram compaixão, se abraçaram, disseram não se preocupe, eu sou teu amigo, nunca vou te abandonar. Sabiam-se donos de si, independentes, responsáveis pela mesma experiência que escolheram para sanar seus males, nem superiores nem inferiores, companheiros de estrada. O Mestre, isto lhes era só um detalhe.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-8396042841290234300?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/8396042841290234300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=8396042841290234300&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/8396042841290234300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/8396042841290234300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2009/10/dois-irmaos.html' title='Dois irmãos'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-8326450103603942898</id><published>2009-09-02T23:06:00.000-07:00</published><updated>2010-08-16T18:04:42.851-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase poesia'/><title type='text'>a distância</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como você dorme?&lt;br /&gt;pra que lado você olha?&lt;br /&gt;quem você enxerga?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de que jeito segura o talher,&lt;br /&gt;de que maneira suspira de saudade,&lt;br /&gt;que poesia te estupra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o que te faz rir,&lt;br /&gt;te deixa à flor da pele,&lt;br /&gt;qual a bagunça dos seus lençóis?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como é a água que te refresca&lt;br /&gt;a garganta, o corpo,&lt;br /&gt;essa vida inteira?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que cores chegam aos teus olhos,&lt;br /&gt;que sabores te envolvem,&lt;br /&gt;que opiniões te absurdam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como é ter essas mãos,&lt;br /&gt;esses olhos,&lt;br /&gt;suas canelas sem vergonha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;me diz devagar,&lt;br /&gt;suave,&lt;br /&gt;machucado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como é ser tão lindo assim?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-8326450103603942898?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/8326450103603942898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=8326450103603942898&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/8326450103603942898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/8326450103603942898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2009/09/distancia.html' title='a distância'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-888071259692924275</id><published>2009-08-27T22:41:00.001-07:00</published><updated>2011-09-02T18:42:12.563-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='BDSM'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase prosa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='de outros diários'/><title type='text'>O abismo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nu, ele estava nu, diante de um abismo. O seu corpo e a sua alma, cada qual com sensações distintas, ordenavam que ele desse mais um passo, e caísse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que se sentiu naquela tarde ensolarada de domingo. Luz não faltava. A ninguém. O abismo era tudo aquilo que explodia dentro de si, e que não podia controlar. Uma vez aceito o desafio de tocar os limites do seu afeto e do seu desejo, ele não podia voltar atrás. Já estava lá, naquele quarto, com aquele desconhecido amarrado na cama, sem roupa alguma, as pernas separadas, erguidas, e tudo aquilo que lhe diminuía como homem exposto, à espera. Ele olhava bem aquele corpo na cama, e pensava como reagiria ao toque que ganharia. Seu coração já estava acelerado, a sua pele, vermelha, as suas mãos, frias. Era desespero o que sentia, era pavor, e quase um ódio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse quase é que abriram a porta. Seu Mestre chegara. Pelo menos o homem a quem acostumara chamar de Mestre até aquele momento. Seu Mestre, seu amante, seu amigo, ele entrou no quarto calmamente, não tremia, não suava, até sorria, como se nada o abalasse, como se não tivesse dúvidas nem medo. Tanta serenidade machucava aquele menino, agora um indefeso menino, que tinha aceitado arranjar um corpo novo para o seu amante, cansado da mesmice, da rotina, cruel assassina das relações. Aquele menino havia aceitado conhecer o abismo, mas o seu Mestre era apenas serenidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Senhor e agora Dono daquelas duas vítimas no quarto beijou a testa molhada do seu servil menino e cuidou de observar o desconhecido na cama. Reparou nos nós, na qualidade da corda, na venda que impediria a visão por toda aquela tarde e na mordaça, um anel que mantinha a boca aberta, o suficiente para que coubesse um pênis ereto. Reparou também se o jovem era bonito, a seu gosto, e se estava limpo. O Mestre não suportava sujeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo ficou um pouco mais sujo, ao menos para o menino escravo que presenteava o seu amante Senhor. O ciúme era uma bobagem, o Mestre lhe dizia; uma bobagem que doía, o menino pensava. Mesmo assim, para o bem da relação, era preciso tentar, pelo menos tentar, ver como seria, ceder às necessidades de seu Mestre, por mais tolas que lhe parecessem, tolas e nocivas. O Mestre inclusive dera permissão ao menino para que conhecesse outros homens (não outros Senhores, claro), mas o menino não precisava daquilo, recusava a liberdade. O que o jovem servo precisava era conceder as brechas que seu Mestre queria, para que o elo entre os dois continuasse. E com todo o sol que invadia aquele quarto, a luz faltou. Talvez o momento em que se fecham os olhos para pular no abismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obedecendo a uma ordem, o menino começou a acariciar o pau do seu Mestre sobre a calça, enquanto ele olhava o terceiro ali amarrado. O escravo ajudava o Senhor a se excitar com aquela imagem. Depois fez mais: participou de cada toque, cada movimento, o menino conduziu o tempo todo o corpo do Mestre ao corpo na cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era só fogo dentro de si. O menino tremia, fraquejava, dilacerava-se a cada gemido de prazer do seu Dono. Ele não entendia tanto êxtase, embora o seu corpo algumas vezes também expusesse alguma excitação. Sim, o menino estava excitado, ao mesmo tempo em que tinha vontade de chorar. O menino sentia raiva do seu corpo, porque gozar a dor que vem de fora, isso o seu Mestre tinha ensinado, mas como gozar a dor de dentro? Uma tempestade de dúvidas lhe invadiu a alma. Um enxame de “por quê?” e “para quê?” lhe picava a pele. Talvez fosse o momento de uma escolha difícil, contraditória ao caminho que escolhera. O prazer ou a dor. Seu limite havia chegado, era preciso escolher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele não escolheu. Agüentou o que ainda havia ali. Foi obrigado a lamber na cara do desconhecido o prazer viscoso do seu Mestre. Foi obrigado a se masturbar enquanto fazia isso e a gozar vendo seu Mestre tocando aquele corpo. Fez. Nem sequer reclamou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anoiteceu. O desconhecido havia deixado o quarto há poucas horas, e o menino escravo esperava, sentado no chão, escorado num canto da parede, o Mestre terminar seu banho. De volta, o Senhor agachou-se próximo ao menino, fitava-o, tinha no rosto uma expressão diferente, não era aquele sorriso de prazer. O Mestre estava sério, ponderava e, o menino pensou, parecia trazer dentro de si enfim uma dúvida. O Dono daquele garoto sabia o quanto significava aquele momento, o quanto tanta coisa dependia daquilo que havia acontecido e, tentava perceber, torcia para que descobrisse um olhar de afeto, de satisfação naquele escravinho de que tanto gostava. O menino buscava o oposto, buscava um “basta, isso não acontecerá mais”, porque “esse prazer doentio me machuca”. Ninguém encontrou nada e ambos sentiram na espinha o frio torturante da incerteza. Estavam diante de um abismo, nus, e talvez as coisas não tivessem mais o mesmo significado. Mas ainda era preciso decidir se dariam, e qual seria, o próximo passo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-888071259692924275?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/888071259692924275/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=888071259692924275&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/888071259692924275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/888071259692924275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2009/08/o-abismo.html' title='O abismo'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-7347211286146078708</id><published>2009-08-17T23:26:00.000-07:00</published><updated>2011-09-02T18:42:12.553-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='BDSM'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase prosa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='de outros diários'/><title type='text'>Sua Majestade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Meus pés, de joelhos, cabeça baixa, à Minha frente, à espera de algo Meu que ele não tem certeza do que será. O seu olhar baixo, fixo em Minhas botas, a sua vida, ali, à mercê da Minha vida. Eu Me pergunto se ele sabe a dimensão da sua grandeza, o quanto ele significa para tanta gente. Um homem de poder, um rei, um homem com tantos outros homens a viver de joelhos sob seus caprichos e suas vontades, esse mesmo homem ajoelhado diante do Meu capricho e da Minha vontade. Um rei a Me chamar de Mestre, Eu, Um entre tantos plebeus. Qual a força que Eu exerço sobre o coração desse homem? Desejo, amor? Por que justo a Mim ele se entregou? Eu Me excito com a sua subserviência, é um orgasmo vê-lo em silêncio, indefeso, aguardando uma ordem Minha. ele nem sequer Me questiona. Tenho a impressão de que Eu controlo tanto a sua vida que poderia determinar o fim dela. ele morreria para o Meu prazer. Porque ele é Meu, como são Minhas estas botas que aquecem os Meus pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ele é forte, Eu sei e vejo. Vejo que é forte para além do que seus músculos fazem supor. E ele é sábio. Às vezes, em momentos em que sou mais Meu plebeu que seu Mestre, chego a temer transparecer alguma ignorância e permitir que seu íntimo caçoe de Mim. Eu sei que o domino porque posso, porque é de Minha natureza estar acima e da natureza dele estar abaixo, mas sei também que o domino porque ele quer. Eu reflito sobre sua submissão, sobre seus limites, sobre nossos limites, e penso como será se ele Me contestar, como será se ele ficar em pé e Me encarar. Será que desmorono? Será que o venço e o coloco de novo de joelhos? Que força sua submissão exerce sobre Mim? Será que Eu o amo? E sou Mestre ou escravo desse amor? Porque Eu sou Dono incontestável desse homem a meus pés; esse homem que, de joelhos, de olhos baixos, espera a Minha ordem. Mas ele é um rei. Esse homem é um Rei, eu sei.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-7347211286146078708?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/7347211286146078708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=7347211286146078708&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/7347211286146078708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/7347211286146078708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2009/08/sua-majestade.html' title='Sua Majestade'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-39866681685738371</id><published>2009-07-28T21:57:00.000-07:00</published><updated>2010-08-16T18:00:45.212-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase prosa'/><title type='text'>PLC 122/2006</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Sabe o que é violência? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;É ter de se esconder num beco escuro, numa casa fétida, cheia de fumaça, pra receber um beijo. É depois de tanto carinho no escuro dar no claro um tímido e frio aperto de mão como despedida. É ser censurado num bar escroto por um homem escroto que acredita realmente ter a razão. É ouvir piadas sobre o que tanto lhe machuca. É não poder paquerar na escola, namorar no portão. É crescer calado, curvado. É não poder contar à mãe que está amando.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: georgia;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;É tudo tão violento que eu não sei, de verdade eu não sei, como isso pode não ser &lt;a href="https://www.naohomofobia.com.br/home/index.php"&gt;crime&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-39866681685738371?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/39866681685738371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=39866681685738371&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/39866681685738371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/39866681685738371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2009/07/plc-1222006.html' title='PLC 122/2006'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-495678100405893084</id><published>2009-07-15T00:35:00.000-07:00</published><updated>2011-09-02T18:45:26.997-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase prosa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='de outros diários'/><title type='text'>Paciência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tenta achar que não é assim tão mau, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;exercita a paciência. Guarda os pulsos pro final&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;(Pitty)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Paciência para não desanimar. Para achar um bom trabalho, gostá-lo diariamente, acordar, levantar, matar o sono, para encontrar um bom amor, ou conquistá-lo, vai que ele tem outro ainda no coração, vai que você ainda não faça o tipo dele, paciência para se gostar, para se transformar, o corpo, o visual, a alma, e se gostar a cada etapa, paciência para a família, para os amigos, para qualquer um na rua, paciência para todos os aspectos da sua vida que precisam se aperfeiçoar, e ao mesmo tempo, porque às vezes você sente fome e sente sono no mesmo momento, porque às vezes você sorri estando triste e chora porque reconheceu a felicidade, paciência, paciência, paciência, para superar todos os limites, para agüentar a dor enquanto se supera, paciência para existir todos os dias, para correr atrás do tempo perdido, para não perder tempo, para não se precipitar, paciência para dançar devagar, no ritmo que der, paciência enquanto a sabedoria não chega, enquanto a coragem não chega, enquanto a maturidade não chega, enquanto a alegria não vem, paciência porque se está vivo, porque não há nada a fazer além de viver, paciência porque a velhice chega, o desejo chega, a responsabilidade chega, porque o amor não veio, porque a solidão não vai embora, paciência, coração, paciência com esse medo, chora se quiser, mas paciência.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-495678100405893084?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/495678100405893084/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=495678100405893084&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/495678100405893084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/495678100405893084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2009/07/paciencia.html' title='Paciência'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-9207971571549482481</id><published>2009-06-10T20:58:00.000-07:00</published><updated>2011-09-02T18:42:12.566-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='BDSM'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase prosa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='de outros diários'/><title type='text'>Peças quebradas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E era ali que eles estavam. Sentados cada um em uma cadeira, um de frente para o outro, mãos para trás, amarradas, pés amarrados, amordaçados. Mas os olhos livres, e dentro de cada par de pupilas, o outro, o companheiro à sua frente. O Mestre observava atento aqueles dois corpos, as suas duas únicas peças. Tentava encontrar os indícios, a prova do que já era evidente: aquelas duas peças se queriam, estavam apaixonadas. Ele as havia imobilizado justamente para acompanhar o olhar de cada um, olhares que tanto conhecia e que há pouco tempo (quanto mesmo?) eram direcionados apenas a ele, seu Senhor absoluto, dono de suas dores e seus prazeres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Mestre não compreendia como duas peças poderiam se querer assim. Quem seria o Senhor delas? Peças precisam de um dono. Será que a presença de um Senhor seria dispensável? Não, isso não era possível – ele pensava –, porque aquelas peças eram de primeira categoria, elas não viviam momentos de fetiche, elas eram o fetiche. Tão difícil encontrar peças como aquelas, principalmente a nº 2, tão submissa, silenciosa, pacata, disponível. O escravo nº 2 era digno até de um 24/7, era próprio para isso, porque não tinha vida, vivia para o seu Dono. E tão bonito. Mas era o escravo nº 1 o seu preferido. Aquele que primeiro tinha encontrado, se dizendo submisso, mas arredio, malcriado, contestador, esquivo. O nº 1 não tinha a mesma beleza que seu colega de coleira, mas era atraente e tinha uma personalidade (sim, a peça tinha uma personalidade!) que o Mestre chegou a qualificar como “maravilhosa”. E o escravo nº 1 dava ao Mestre um gostinho bom de vitória, por este ter muitas vezes de “envergá-lo”, sempre com sucesso. O Mestre se sentia poderoso, porque tinha dominado um bicho difícil. Não que o n º 2 não lhe desse comparável prazer, mas eram situações bem diferentes. E a escolha de quem se gosta mais... uma das poucas que o Mestre não fez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando sobre tudo aquilo, e tentando entender aquele diálogo de olhares, que tentavam sem êxito disfarçar seus sentimentos, o Mestre começou a achar que tinha desvendado a razão do problema. Era a peça nº 2 que estava apaixonadinha pela nº 1, pois esta confundia sim muitos escravos, ela tinha a altivez dos Mestres. O escravo nº 1 era atrevido, e bastante inteligente. Talvez estivesse seduzindo o nº 2 para afastá-lo do seu Dono; ele nunca tinha se conformado com a sua não exclusividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou será que o escravo nº 1 também estava apaixonado? Essa ideia lhe incendiou as entranhas. O Mestre se levantou diante daqueles imprestáveis, cheio de fúria, e se pôs de frente à peça nº 1, a olhou nos olhos. Tentou encontrar aquele bicho que sempre dominava. Mas aquele bicho não estava ali – era claro, o Mestre via –, aquele bicho não estava mais ali!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um segundo, e pela primeira vez, o Mestre abaixou a cabeça e tentou olhar para dentro de si, em busca do porquê e do futuro. Ergueu a cabeça novamente e, tomado pelo ciúme (sentimento que, claro, não admitia, e lhe dava outros nomes, muitas vezes incoerentes), decidiu acabar com aquele atrevimento que nascia entre aqueles dois vermes. Tirou os dois de suas cadeiras e os levou até um canto da parede onde, graças a um suporte construído por ele próprio, os escravos ficavam presos pelos punhos incomodamente erguidos. Aquelas peças tinham alguns limites à dor, mas o Mestre estava decidido. Com seu chicote de estimação, começou a açoitar aquelas duas coisinhas, com uma força que elas certamente estranhariam, e entenderiam. O Mestre batia, batia, batia, porque um desrespeito daqueles era inadmissível, uma chacota ao D/s, a Ele! O Mestre batia, batia, batia, porque não havia permitido que nada entre aquelas peças tomasse vida, ele batia e batia e batia porque aqueles gritos que ouvia agora, abafados pelas mordaças, não eram a safe word, eram mais um desrespeito às regras. O Mestre batia, batia e batia porque o que nasce sempre morre com a dor e aqueles olhos de medo do nº 2 e aqueles olhos de raiva do nº 1 ainda o desrespeitavam. Batia e batia e batia porque era o jeito, porque as peças, rachadas, tinham pedido por aquilo, porque aquele incômodo dentro de si precisava sair: aquela dúvida, aquele receio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esvaíam-se as forças do Mestre, ele cansava, e agora só via cacos no chão. Pedaços de algo que ele perdeu, não sabe como nem por quê. O Mestre batia e batia e batia, agora certo de que nada daquilo, nada, nada, nada, de nada adiantaria.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-9207971571549482481?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/9207971571549482481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=9207971571549482481&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/9207971571549482481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/9207971571549482481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2009/06/pecas-quebradas.html' title='Peças quebradas'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-3100829982290229447</id><published>2009-05-31T12:18:00.000-07:00</published><updated>2010-08-16T18:01:49.817-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase prosa'/><title type='text'>Aceito um café</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim sem mais, sem nomes nem esperanças. Perto do sol, olhando-o com carinho, a distância. Aceito um papo com saudades, um ser amigo pequeno, delicado, só uma companhia. A gente fica pouco, depois vai embora. Pra valer o domingo, e a vida. Aceito sim, me convida?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-3100829982290229447?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/3100829982290229447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=3100829982290229447&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/3100829982290229447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/3100829982290229447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2009/05/aceito-um-cafe.html' title='Aceito um café'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-7476317812989501016</id><published>2009-05-16T19:14:00.000-07:00</published><updated>2011-09-02T18:42:12.555-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='BDSM'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teus pés'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase prosa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='de outros diários'/><title type='text'>Aos pés do menino</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais que aquilo, acabaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais que eu soubesse disso, sempre queria mais. Lá no fundo, eu queria, eu desejava muito mais. Eu sabia que ele também, havia momentos, cogitava ultrapassar os nossos limites, mas o que vivíamos era muito claro. Tudo era da única maneira que poderia ser. Mesmo que eu quisesse, mesmo que até ele quisesse, se avançássemos mais, perderíamos tudo o que havíamos conquistado. O elo de nossa relação era justamente um leve e transparente véu que encobria a nudez de nossos corpos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre fui introspectivo. Tenho muitos problemas em lidar com pessoas, em expressar o que eu penso e sinto. Até hoje sou assim. Há algumas exceções, vitais à minha sobrevivência, como a do dia em que nos conhecemos. Eu tinha decidido finalmente aproveitar o sol daquela deserta quinta-feira e ir até um parque da cidade, ler em público um livro e olhar as pessoas vagabundeando como eu. Eu gostava de olhar pessoas, gostava de lugares públicos e verdes, eu acho até que gostava do dia e do sol – ainda gosto, talvez –, embora tivesse sempre muita dificuldade de tomar a simples iniciativa de sair de casa e fazer esse passeio besta. Nesse dia e nesse parque é que o vi. Bermuda, sem camisa e chinelos. Um corpo suave e agressivo. Tinha uma sensualidade violenta, mas sua idade, sua aparente idade lhe dava uma suavidade nos traços que qualquer um se sentiria um criminoso ao desejá-lo. Por isso jamais me disse quantos anos tinha nem eu perguntei, por puro medo de minha ingênua cobiça se tornar um crime ou uma coisinha antiética, mesmo que ele provavelmente não fosse tão jovem assim e eu estivesse longe de ser um velho, ainda mais um velho licencioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele menino perambulava sozinho, olhava os outros a jogar bola, vez em quando se fingia atraído por uma menina (o “se fingia” é uma maldade minha), mas não conversava com ninguém nunca. Andava, sentava num banco, na grama, punha-se de pé, bebia aquela coisa morna do bebedouro, chupava faceiro um sorvete, com um dos braços abertos, escorado no muro, aqueles pés já libertos dos chinelos, ele era o dono daquele pedaço. Eu me senti um intruso, porque tudo ali pertencia àquela bermuda, àquele peito nu, mamilos rosados, um tanto largos, um tanto gordinhos, coisa delicada e pueril, pernas peludinhas, pêlos castanhos, pés fortes, grandes, livres, donos daquele chão. Só eu que ainda não era deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu lia um livro de contos, um deles falava sobre ter um dragão em casa, coisa assim. Falava sobre a força da presença (e da ausência) desse dragão, que chegava para mudar algo em nós, algo que nunca mais seria o mesmo. Justo nesse momento em que pensava sobre esse dragão, sobre o que ele seria, sobre o “estrago” que causava na vida de quem entrasse, foi que ele, o menino, sentou do meu lado, sábio de que ali havia algo que ainda não tinha conquistado. Ele me olhou de lado, espaçoso, pernas abertas, suor invadindo as minhas narinas. Eu não conseguia mais ler. Por mais que direcionasse meus olhos para aquela sopa de letras na minha mão, só enxergava suas pernas, segredos da bermuda, e seus pés, um pouco sujos de sua liberdade no verde, perturbadores. Veias salientes, unhas não muito redondas, não muito quadradas, bem cortadas, dedos fortes, pêlos a caminhar firmes para os tornozelos. Aquele moço poderia ser jovem, mas seus pés eram de homem. Naquele dia eu percebi que os pés são prova incontestável da virilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me apaixonei pelos pés daquele rapaz. O engraçado é que nunca tinha reparado nessa parte do corpo. O que eu faria com pés? Eu não sabia. Mas não consegui resistir... O sol ardia sobre a minha cabeça, meus pensamentos, tudo em mim estava dominado. Meus olhos já não disfarçavam. O manto negro que sufocava minha coragem cedeu um instante a um fino, mas violento raio luminoso, e eu, total idiota como todo apaixonado, vomitei palavras insanas: “Daria a minha vida para tocar esses pés”. Ele riu. Sim, ele não xingou, não me bateu, só riu. Esticou as pernas, exibiu aquelas duas torturantes obscenidades e me disse, sem nenhuma ingenuidade adolescente, que “sim, é o que você tem de dar, a sua vida”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não quis analisar todas aquelas palavras. Era desejo demais. O menino se insinuava pra mim, me desafiava. Testava a minha vontade, o meu limite. Respirei fundo, me agachei na frente dele e de quem mais percebesse o que acontecia, e o toquei. Ah, meu Deus, eu toquei os seus pés! Eram quentes, pele grossa, grandes, pesados, de um branco bronzeado, sem calos, tão bonitos... Mas foi tudo tão rápido, estávamos em público, o menino se constrangeu e deu um basta à minha delícia. Levantou-se, calçou aqueles felizes chinelos, me pôs de pé, puxando o meu braço. Disse que eu não me preocupasse, que se eu gostava dos seus pés, eu os teria sempre que ele quisesse, e caso eu o obedecesse a partir de então. Eu disse que faria de tudo para reviver aquele momento, dei meu telefone e lhe pedi com muito jeito que me procurasse. Ele disse que me ligaria, sim, mas eu sempre teria de merecer, que se eu fosse bonzinho, poderia tocar seus pés novamente, e... apenas os pés. Eu aceitei: não conseguia mais viver sem eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei mais se passaram minutos, dias ou quantos meses, quem sabe anos de agonia à espera de gozar novamente aqueles dois donos do meu prazer. Sei que um dia meu telefone tocou, era o menino, eram dez da manhã, eu em meio a uma prova de um curso, agora já sem importância, que eu fazia. Disse que seus pés estavam cansados, doloridos, sujos, precisavam de um cuidado e de um carinho. Não perguntou onde eu estava, se fazia algo, apenas informou que chegaria em meia hora num tal endereço, uma casa, mas não disse se sua, de alguém, apenas que eu fosse para lá. “– Professor, não me sinto muito bem, preciso sair”. Fui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os deuses estavam aconchegados num tênis velho, imundo, largo. Já nem mais sustentavam aquele menino, deitado sobre uma cama magra, num quarto com a mesma aparência do seu calçado, as pernas para fora, os pés no chão. Estava vestido, camiseta e bermuda, mas suado. Via-se que tinha andado muito, corrido talvez. Ao me ver entrar, falou que precisava ter os pés escaldados. Pedi para vê-los antes, o que me foi permitido. Primeiro conheci aqueles tênis, toquei cada parte, aproximei meu rosto, senti a textura, nada suave, o cheiro, a força de rua e de juventude. Depois os tirei, me vieram eles, os meus amados. Que alegria ao revê-los! Minhas mãos, meu rosto, minha boca que agora ousava tocá-los, que saudades eu tinha, que tesão eles me davam! Preparei a bacia com água quente, mergulhei-os, limpava-os, massageava-os, conhecia-os cada vez mais. Fincava na minha mente cada detalhe daquela pele, de sua aparência, do peso sobre minhas mãos, não poderia mais esquecê-los. Aquele momento se estendeu por toda a manhã, por todo o dia. Cortei-lhe as unhas, massageava-os com freqüência, e quando precisavam descansar, oferecia meu colo, minhas costas, houve até o grande momento em que, assistindo a uma tolice na TV, o menino apoiou seus pés nus sobre meu rosto, ora os movimentando, ora os mantendo parados, mas sempre sobre meus olhos, meu nariz e minha boca. A felicidade pesava-me na cara. Quanto prazer meu Deus, quanto prazer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda semana me era concedida aquela graça. Felizmente, talvez, em horários mais programados, sem espaço mais para imprevistos. Em troca coisas pequenas, até esporádicas: já lavei sua roupa, louça, arrumava o quarto, trazia algum lanche, algum sorvete, ajudava em alguma paquera, convencendo alguma menininha que aquele era um cara legal. O que o menino gostava mesmo, eu via, era da minha disponibilidade, de vê-lo sempre, exigindo tão pouco, da minha paixão por aquela parte dele que ele considerava tão chula. Ele se excitava ao me ver ali no chão pisado. E ele gostava do meu toque. Gostava tanto que às vezes me premiava com alguma graça extra, embora a mim parecesse impossível receber maior prêmio que aqueles pés, principalmente agora que até o gosto deles eu sentia. Sim, eu lambia! Chupava cada dedo, tentava engoli-lo inteiros. Sabor melhor jamais provei. Mas ele me cedia mais, quando achava que eu merecia. Um dia tocou com suas mãos o meu rosto. Talvez vocês não saibam o que isso significa, mas explico: aquele menino, dono do que havia de mais importante pra mim, dono do que eu amava, curvou-se levemente, enquanto eu ali no chão me deleitava com os seus pés, e me tocou com suas mãos. Ele veio até mim... foi estranho perceber isso. Suas mãos... eram tão belas também. E me foi encorajado que eu as deliciasse igualmente. Eu as cheirei, as senti, as lambi. Fui delas por um breve momento, depois voltei aos meus melhores amantes. Engraçado é que lá, em suas mãos, pude erguer um pouco mais minha cabeça e notei pela primeira vez os olhos do menino. Eles me fitavam, talvez até me admirassem, não sei por quê. É claro que já havia visto os olhos dele, mas nunca os tinha “notado”. Eram... castanhos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Nesse mesmo dia, ele se masturbou. Sabe, eu não sei que intervenção divina houve, tanta coisa eu vi. Eu lambia aqueles pés enquanto aquele moço se exibia, e tinha prazer. Eu dei prazer àquele menino! Não consigo imaginar algo mais fantástico. E tudo o que ele me mostrava, todo aquele corpo, mesmo que minhas mãos não pudessem tocar além dos pés, era tanta beleza que se revelava, impossível não me envolver. Ele gozou sobre si e pediu que eu o limpasse com uma toalha. Que intimidade ele me proporcionou, que liberdade! Depois me colocou na posição de que eu mais gostava, deitado no chão, com seus pés sobre meu rosto. E pediu que agora eu me masturbasse. Aquilo quase me acabou a vida, tamanho o prazer. Enfim eu unia uma sensação mais física, primária, ao meu gozo mais profundo, mais intelectual. Era demais. Tantos limites foram rompidos, que tive medo. Mas nunca mais aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias depois, o gozo ainda rondava meu corpo. Havia uma marca que, eu não poderia imaginar, transformaria todo o meu desejo para sempre. E talvez não só o meu. O menino me procurava menos agora. Quando me ligava, dava poucas ordens, apenas estendia as pernas, levantava os pés para que eu os adorasse ou os tratasse conforme necessário. Sempre de bermudas, com aqueles pêlos... Mas o momento era outro. Aqueles pés... os meus amantes... eu comecei a sentir que talvez não me bastassem. Comecei a pensar que eles poderiam ser apenas parte do que eu queria e precisava. Foi então que olhei em direção aos olhos do rapaz. Ele me olhava também. E sabia o que eu queria, era evidente que sabia. Um incômodo inevitável. Ele e eu, ambos nos constrangemos. Eu tive vergonha do meu desejo, tive vergonha de tê-lo visto nu. Tive vergonha de ter me revelado nu. Só que, mais que vergonha, eu sentia vontade que tudo novamente acontecesse. Olhei aqueles olhos, os quais até pouco tempo nem tinha percebido, e olhei aqueles pés, adoráveis pés, símbolo de toda a macheza que me provocava a libido. Aqueles pés e aqueles olhos... parte de um mesmo corpo, mas não por acaso tão distantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era inconcebível a ele a idéia de fazer sexo com um outro homem. E ter se permitido se masturbar na minha frente lhe causou um incômodo, uma angústia que agora limitava seus movimentos, sua liberdade comigo. Cada vez menos nos encontrávamos, cada vez menos tempo me era permitido para amar os seus pés. O menino a cada encontro não mais relaxava a cabeça no sofá, as pernas na cama, agora ele assistia ao meu amor inquieto, apressado. Eu, mesmo ciente de sua mudança, continuava carente de mais do que ele ainda me oferecia. Cego e burro, pedi para vê-lo sem roupa, pedi ainda para tocar de leve todo seu corpo. “– Não gosta mais dos meus pés?”. Respondi que os amava demais, que eram parte inseparável do meu prazer, mas que não saía da minha mente a imagem de tudo o que eu havia visto naquele outro dia. O menino me olhou com olhos de lamento, e me disse que não dava mais, que tínhamos ido muito além do que ele podia, do que ele queria, do que era bom. Mandou que eu não me sentisse culpado, porque não havia culpa, “é que tudo sempre acaba”. Vendo o desespero brotar aqui, ainda propôs uma escolha, que eu ou o visse nu, que o tocasse, quem sabe transássemos, e nunca mais nos víssemos, ou que nada disso nunca acontecesse, e até tentássemos continuar como começamos, eu e os seus pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consegui responder. Era tanto pensamento que não tive palavra. Ele, categórico, disse que a minha dúvida representava sem erro o nosso fim. Calçou-se, e foi embora. Eu me entreguei ao chão que ele havia pisado. Rolei por horas, com um bicho preso na garganta, e uma doença me crescendo no estômago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu amor, os meus amores, o meu prazer, os meus prazeres, tudo agora sombra, uma lembrança, uma angústia. Aquele menino, aqueles pés, aquele corpo, tudo fincado aqui, a agonia daquela dúvida que eu nunca mais tirei de mim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-7476317812989501016?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/7476317812989501016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=7476317812989501016&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/7476317812989501016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/7476317812989501016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2009/05/aos-pes-do-menino.html' title='Aos pés do menino'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-2342986217883625314</id><published>2009-04-25T19:14:00.000-07:00</published><updated>2010-08-16T18:03:59.263-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase poesia'/><title type='text'>W.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;É porque ele tem para mim, num canto da boca&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; ou num ângulo das pálpebras,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;o sinal sagrado dos monstros...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Jean Genet)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;É porque tem o peito estufado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;falso, de plástico&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;É porque quer que todos os homens&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;sejam monstros&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;porque busca e gosta de ser um monstro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;É porque tem fogo nas pernas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;e ostenta a si mesmo nas costas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;É porque é um animal que bate e que briga&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;arrogante, tão bobo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;e tão perspicaz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;É porque ele é um escroto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;É porque ele não sorri à toa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;e ri feito criança tola&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;É porque sofre na vida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;É porque “a felicidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;é um homem que não usa camisa”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;É porque ele roubou da minha boca&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;uma confirmação da sua beleza.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;É porque ele eu amaria&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;um dono&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;protetor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;carrasco&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;É porque dele eu apanharia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;É porque quero que me bata.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;É porque eu me submeteria a sua maldade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;ao sofrimento que me causasse&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;ao céu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;ao inferno&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;que garantisse a sua presença em minha vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;É porque ele não é um desencontro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;é uma fatalidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Minha mais atual&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;e Cortez&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;e voluptuosa tragédia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;(dedicado a alguém que nunca lerá esse texto)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-2342986217883625314?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/2342986217883625314/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=2342986217883625314&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/2342986217883625314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/2342986217883625314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2009/04/w.html' title='W.'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-5517188660799932706</id><published>2009-04-04T21:49:00.000-07:00</published><updated>2010-08-16T18:03:59.264-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase poesia'/><title type='text'>Uma cachorra na calçada</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquelas tetas expostas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;aquela existência posta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;e a dona&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;com o saquinho porta-bosta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Aquele olhar de gente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;paciente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;aquela astúcia murcha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;à vista aquele buraquinho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;da bunda&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Aquela humanidade besta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;submissão escrota&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;carne-escrava, quase velha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;mas fresca&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Putinha de madame&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;à espera da ordem certa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;tu tava de quatro na rua&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;absurdamente nua&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;Te olhei, te abismei, me enxerguei:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;mas que merda é essa,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;somos ambos cadela!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-5517188660799932706?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/5517188660799932706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=5517188660799932706&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/5517188660799932706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/5517188660799932706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2009/04/uma-cachorra-na-calcada_04.html' title='Uma cachorra na calçada'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-1201361488787302192</id><published>2009-02-15T19:58:00.001-08:00</published><updated>2011-09-02T18:42:12.548-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='BDSM'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase prosa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='de outros diários'/><title type='text'>Pedro e luiz</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Não conversavam. Eram palavras vãs que saíam de seus dedos num teclar esporádico e monótono, eram dizeres sem sentido, no mais um grande silêncio, um grande vazio. Os pensamentos batiam com a cara numa porta seminova e um desconfiava que aquele mar onde talvez viesse a querer mergulhar de cabeça era raso demais. Outro não enxergava nada por aquela tela velha do computador. Era tudo só uma neblina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro tinha muita boa vontade, e alguma esperança. Tolerava, tolerava, tolerava... agüentava o máximo que desse à espera de uma brecha, de um ponto em comum. Mas não disfarçava para si certa frustração quando suas palavras não encontravam eco ou quando não vislumbrava qualquer razão que o instigasse. Uma opinião, um sentimento. luiz tinha medo de suas  próprias opiniões e sentimentos, sentia vergonha de expô-los, achava que Pedro não os compreenderia ou riria deles, ainda que só para si. Percebia que Pedro era tudo: bonito, inteligente, sensível, poeta até. Um grande pensador. Por mais que ele dissesse o contrário, luiz sabia que jamais o dominaria, que Pedro jamais se ajoelharia de verdade diante dele pra chupá-lo como ele tanto desejava. Nem mesmo sabia porque aquela conversa já tinha se esticado tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sexo é que se encontravam. Quando liam as palavras de um e de outro, suas vontades, suas taras, sua falta de limite. luiz queria mijar naquela carne branquinha, socar fundo até o talo e cuspir naquela beleza toda. Pedro se excitava com a brutalidade do outro, a desejava, aquela força burra, sensual e burlesca o fascinava, o fazia contrair repetidamente a flor da bunda e acariciava cada vez mais pesado o pau sob a cueca. Pedro o chamaria de Senhor sem pensar durante o efervescer das veias, sussurraria que é de luiz a sua vida, o seu destino, o seu reles corpo. luiz teria uma nova e reluzente peça na sua coleção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema seria depois. Ambos sabiam que depois do orgasmo sempre haveria a fatalidade da sensatez, a vergonha de um, a subestimação de outro. Luz sobre o pó. Nesse desestímulo de prever os seus depois que luiz, poeira agitada, perguntou se Pedro não se incomodaria de se submeter a alguém “intelectualmente inferior”. Silêncio. “— Por que?”. luiz riu. Silêncio. Um brilho da tela perfurava seu coração: Pedro se encantava. Não era mais com um possível Mestre que conversava, era com um homem, quem sabe um menino. Esqueceu-se um pouco do tédio e do sexo e não decidiu se se esqueceu ou se lembrou de si. “— Claro que não”. E por enxergar algum clarão por aquela porta, Pedro encorajou a troca dos telefones, depois, simpático, se despediu: — Nos falamos, nos vemos em breve, grande abraço, Luiz.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-1201361488787302192?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/1201361488787302192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=1201361488787302192&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/1201361488787302192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/1201361488787302192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2009/02/pedro-e-luiz_15.html' title='Pedro e luiz'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-3198443424154132605</id><published>2008-12-28T21:44:00.000-08:00</published><updated>2010-08-16T18:15:20.076-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase poesia'/><title type='text'>Sem título (eu sou um corte na carne...)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;eu sou um corte na carne&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;teu sorriso prostituído&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;teus vômitos intermináveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu como tua vida feito assassino&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;e esporro nos teus escombros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu sou o teu doce monstro.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-3198443424154132605?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/3198443424154132605/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=3198443424154132605&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/3198443424154132605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/3198443424154132605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2008/12/sem-ttulo-eu-sou-um-corte-na-carne.html' title='Sem título (eu sou um corte na carne...)'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-8183837899723615469</id><published>2008-11-14T21:35:00.000-08:00</published><updated>2010-08-16T18:03:59.264-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase poesia'/><title type='text'>nem tão simples</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;ele sentou no meu colo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;e disse que não era&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;só de ficar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;tive ânsias de dizer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;que ele era lindo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;e de agarrar e beijar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;e apertar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;aquela ingenuidade toda&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-8183837899723615469?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/8183837899723615469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=8183837899723615469&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/8183837899723615469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/8183837899723615469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2008/11/nem-to-simples.html' title='nem tão simples'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-6082034773843258332</id><published>2008-10-12T20:10:00.000-07:00</published><updated>2010-08-16T18:01:49.818-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase prosa'/><title type='text'>A minha mulher</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quieta, de cabeça baixa, olhava fixamente para os seus sapatos. Suspirava discretamente. Eu a observava mais do que nunca. Não conseguia acreditar que vivia aquele momento, que a magoava. Que a recusava. Comecei a olhar para os seus sapatos, estavam um pouco sujos, surpreendentemente. Ao fundo, o som do cd que havia lhe dado há poucos instantes e que havia colocado para tocar. De uma banda relativamente nova, faixa três: “Me diz se assim está paz, achando que sofrer é amar demais...”. Ela odiava esses caras do rock brasileiro atual, achava-os um tanto chatinhos. Eu gostava, por isso lhe dei o cd. Queria que ela tivesse algo meu de que não gostasse.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            Vestia-se toda de preto. Sempre de saia, salto médio, meias escuras e uma rosa, vermelha como seus lábios fortemente pintados que cheiravam a fruta velha, aberta e grande presa ao peito. Seus cabelos eram bem pretos e lisos, repartidos ao meio, caindo ao ombro. Parecia uma atriz numa peça triste e esquisita, dessas cujo significado quase ninguém entende, mas todos sabem que é triste. E bonita. Nunca teve muitos amigos, não costumava gostar de ninguém, falava pouco, com poucos. Era agressiva, expressava-se geralmente com palavrões: delicadezas não a fascinavam. Não, não é bem assim. Delicadezas a fascinavam, mas precisavam ser dosadas, e feitas ou faladas com uma certa sinceridade e ingenuidade. Ela gostava da ingenuidade, embora isso também a irritasse de vez em quando. Nos conhecemos no ginásio, nos beijamos cinco minutos depois de sermos apresentados. Ela era uma pintura. O caos e a luz. Foram com ela todas as minhas iniciações. Vivemos muitos começos. Hoje era o nosso primeiro fim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            Tínhamos os mesmos gostos, apreciávamos as mesmas coisas, as mesmas pessoas. Não tínhamos ídolos, só referências. Gostávamos, gostamos ainda, daquele tipo de música que nos faz chutar latas de lixo na rua, nos faz machucar pessoas, dar porrada mesmo. Dançávamos sempre de frente para a parede, de costas para quem quer que fosse. Cultuávamos o démodé e o blasé. O cinema, a literatura, deviam nos proporcionar as mesmas sensações. Éramos o mais impensável dos assassinos no mais absurdo filme de terror. Éramos a serra elétrica e o escarro depois do beijo. Secretamente, nos chamávamos de Justine e Querelle, em homenagem à literatura francesa marginal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            Não dava mais. Por algum motivo, eu não conseguia estar somente com ela, desejá-la como antes. Ela sabia disso. Precisávamos nos afastar, seus sentimentos poderiam machucá-la, pior, poderiam fazer que me odiasse. Não suportaria o seu ódio – por mais que admirássemos esse sentimento, um dos mais fortes que existem. Eu não a amava mais, não como antes, não como gostaria, não como ela precisava. Meus instintos procuravam por algo que transcendesse a literatura, o cinema, a música. Eu não poderia mais me apegar a personagens, ser um personagem, amar um personagem. Ela ainda era uma pintura, mas uma imagem que não fazia mais sentido. Meus olhares se dirigiam a outros, ela percebia tudo, acompanhava o brotar daquilo que sempre soube que existiu. Falava em liberdade. “Ser livre é não se prender a nenhuma natureza”, insistia. “Eu não sou perfeito”, respondia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            Olhava para mim. Os seus olhos gritavam que perdíamos algo. Perdíamos tudo. Eu penso que teremos de encontrar um meio de nos mantermos juntos, nos amando ainda de alguma maneira. Não queria que nos separássemos, mas seus olhos pediam um afastamento completo. Olhava para seus sapatos, me olhava novamente. “Nunca se afaste de mim”, pedia agora. Chorou. Me arrependi de tudo o que sentia, do que tinha dito até ali. Chamei-a de personagem, sabendo que era mulher, a minha mulher, mesmo que eu não fosse seu homem totalmente. Era mais um menino. E, como menino, me afligia, querendo abraçá-la e pedir para que não chorasse. Lembrei de como era raro vê-la chorar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            — Queria ser diferente e continuarmos...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            — Eu também seria outro por você, mas se não fôssemos o que somos, jamais teríamos ficado juntos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            — Ainda sou Justine.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            — Eu sei. E eu ainda a amo, como Querelle poderia amá-la. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;            Nos abraçamos demoradamente, como fazíamos quando precisávamos ficar calados. Nos percebemos felizes de novo, e um pouco infelizes. Tínhamos um ao outro, mas um frio na barriga nos incomodava. No som, a faixa nove: “Sei que tua solidão me dói, e que é difícil ser feliz mais do que somos todos nós...”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-6082034773843258332?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/6082034773843258332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=6082034773843258332&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/6082034773843258332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/6082034773843258332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2008/10/minha-mulher.html' title='A minha mulher'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-3835203767390023376</id><published>2008-09-16T12:42:00.000-07:00</published><updated>2010-08-16T18:03:59.264-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase poesia'/><title type='text'>Eu sou</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Um doído e colorido segredo&lt;br /&gt;escondido nestas minhas mãos&lt;br /&gt;frouxamente fechadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-3835203767390023376?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/3835203767390023376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=3835203767390023376&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/3835203767390023376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/3835203767390023376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2008/09/eu-sou.html' title='Eu sou'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-8068095174550834854</id><published>2008-09-11T19:16:00.000-07:00</published><updated>2010-08-16T18:21:04.147-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase poesia'/><title type='text'>Sem título (lamba o cu de um homem)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;lamba o cu de um homem&lt;br /&gt;e capture sua essência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mordisque, molhe&lt;br /&gt;rompa o seu segredo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cheire seu brio&lt;br /&gt;desperte seu cio&lt;br /&gt;coma-o inteiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no cu está a alma&lt;br /&gt;de um homem. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-8068095174550834854?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/8068095174550834854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=8068095174550834854&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/8068095174550834854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/8068095174550834854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2008/09/sem-ttulo-lamba-o-cu-de-um-homem.html' title='Sem título (lamba o cu de um homem)'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-8818297146241510935</id><published>2008-08-27T12:13:00.000-07:00</published><updated>2010-08-16T18:01:49.819-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase prosa'/><title type='text'>Meu Voto</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Mais escolas, mais saúde, mais emprego, mais dinheiro. O cara tem sido bom, o cara é bom. Não posso olhar para a minha mãe, com todos os seus setenta anos, e dizer que ela não está mais confortável que há quatro anos. A filha dele, daquela noite besta, que começa a vida agora, um doce de menina, tem boas chances também. Estará confortável, não resta quase nenhuma dúvida, estará segura, estaremos todos seguros, em condições de sobreviver, com poucos e leves arranhões, e ela poderá pensar direito. Não é muita gente que se preocupa em fazer os outros pensarem direito. Principalmente os jovens. A quem mais interessaria que os jovens, com todo seu vigor impulsivo, pensassem? Proporcionar assim a soma da energia física com a inteligência é pisar em ovos. Um político que faz isso pisa em ovos. E essa caminhada toda sobre ovos despertou a simpatia dele, que disse na minha cara, a mim que suportei aquela noite besta e aquela menina que depois virou um doce, que o que interessa é sua filha, nós já estamos velhos, velhos! veja só!, eu nem tenho quarenta anos! Eu não era velho antes da menina, eu era moço, ele me chamava de rapazinho, assim no diminutivo, eu era a criança, ele me chamava de guri, eu adorava ser chamado de guri. Mas agora eu sou velho, é tudo o que eu sou: velho. Com um pouco de esforço, eu até entendo, a menina é um doce, é bom que tenha a possibilidade de pensar, que tenha saúde, dinheiro, segurança. Além do mais, a menina me fez um grande favor: matou a mãe no parto. Porque a menina eu suporto, a noite besta eu esqueço, mas aquela vaca, não! Aquela piranha, racha do inferno!, faria de uma noite besta uma vida inteira besta. E o velho de que sou chamado doeria muito mais na minha cara. A vagabunda tinha a pachorra de ser mais nova do que eu. Ela era a mocinha e eu não era mais o rapazinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo bem. Vamos pensar na menina, vamos pensar na minha mãe. Eu não sou mais o guri de vinte anos mesmo. Eu tenho dois dias pra me resolver, hoje e amanhã. Preciso me decidir: voto nesse cara, católico, “da família”, mas bom-administrador-e-com-méritos-reconhecíveis, deixo ele aí mais quatro anos, ou voto naquela caminhoneira emaconhada que só deve angariar os votos dos parentes, e mesmo assim nem de todos? A caminhoneira tem bons projetos, talvez dessem certo, mas ela é pobre, fala “probrema”, usa uma fivela horripilante, ouve Joana, e faz parte de um partido filho-da-puta que só sabe gritar e balançar aqueles panos vermelhos (eu não gosto de vermelho, me lembra aquele outro pano usado pra fazer o touro de bobo antes de matá-lo). Fora que desse partidozinho só a caminhoneira fala a minha língua. O resto, como aqueles desesperados que adoram pular e berrar com uma bíblia na mão, nem cita pessoas como eu. Quando cita, parece que faz por educação ou por outra razão mesquinha, flagrantemente sem ter noção do que diz, sem conhecer sobre o que fala. Parece aqueles caras da televisão que botam um negro em cena apenas porque isso é politicamente correto. E não citar por não citar, desconhecer por desconhecer a minha realidade, talvez seja melhor ficar com o católico-da-família, que pelo menos tem mostrado um bom serviço. Um bom serviço pra todo mundo, até pra mim como cidadão, que necessita não morrer na rua, não perder um celular por semana, ser bem atendido nas coisas públicas e ganhar “dignamente”, mas não pra mim como homem. Como homem, ele me ignora. Pra ele eu tenho uma vida que não tem valor, que simplesmente não existe. Pra ele eu sou solteiro, e eu não sou solteiro há quinze anos. Pra ele eu sempre fui solteiro, nunca amei. E eu amei tanto. E todas as bostas por que passei, como é que fica? As pessoas continuarão passando pelas mesmas bostas? E a menina-que-virou-um-doce, e se ela descobrir amanhã que terá de passar pelas bostas por que eu passei, como é que fica? Não fica. Talvez não seja tempo. Com-gente-aí-morrendo-de-fome, eu vou pensar nisso? É... gente morre de fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa pra lá, então. Vou pensar nos outros, na minha mãe, na minha filha, (puta-que-pariu!, minha filha!), no menino-que-vende-chiclete, no senhor-que-agoniza-de-frio-embaixo-do-viaduto. Deixo pra lá a minha vida, o meu não reconhecimento como homem, os xingamentos, a crueldade das crianças assassinas, a decepção dos olhos de minha mãe, a fúria dos olhos de meu pai, a morte de Deus, as risadas, quantas risadas!, os nojos, minha vontade, meus olhares, meus toques hesitantes, disfarçados culpados doídos, os socos na cara, no estômago (ah, Clarice!), deixo pra lá o pai da minha filha, como homem, como companheiro! (engraçado: “companheiro” me lembra panos vermelhos). Dou meu voto pros outros. Solidariedade, afinal. Renúncia. Li em algum lugar, ou quem sabe isso tenha vindo de algum filme, uma música, quem sabe seja fala do povo, que renunciar algo pelo bem do outro é um ato nobre, comovente. Pelo menos eu serei nobre. Se bem que por outro lado não pensar em si é egoísmo (ou algo parecido). E ainda há os tantos outros como eu. Renunciaria por mim e pelos muitos mais. Isso não é certo. Mas, que porra!, a caminhoneira não vai ganhar, nem perto do segundo turno a desgraçada chega. Melhor tudo ficar como está, melhor não piorar. Será? É melhor fazer-a-minha-parte. Mas e os que têm fome, os que morrem de vontade, e os que secam de desejo, e os que ardem! (hein, Adriana!). Caralho, eu tenho dois dias pra pensar! Eu tenho amanhã. Amanhã resolvo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-8818297146241510935?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/8818297146241510935/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=8818297146241510935&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/8818297146241510935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/8818297146241510935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2008/08/meu-voto.html' title='Meu Voto'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-8532562191907614263</id><published>2008-08-16T21:59:00.000-07:00</published><updated>2010-08-16T18:03:59.265-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase poesia'/><title type='text'>Sem título (ah, meu bem, meu bem...)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;ah, meu bem, meu bem&lt;br /&gt;não sorria&lt;br /&gt;não exiba tanto sua alegria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não se banhe de tanta altivez&lt;br /&gt;os felizes demais são cegos, chega a dar dó.&lt;br /&gt;chora um pouco, meu bem. olha pra mim, olha pra [nós!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;gostar tanto de si, meu bem, te estraga&lt;br /&gt;queira um pouquinho só de mácula&lt;br /&gt;a vida só presta pra quem tem mágoas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sofra um tantinho só, meu bem&lt;br /&gt;abaixa essa cabeça&lt;br /&gt;tira do olhar toda essa certeza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fica com medo, meu bem&lt;br /&gt;tema a morte&lt;br /&gt;busca um braço que te console&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ah, meu bem, meu bem&lt;br /&gt;não se baste&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quem se basta não tem beleza&lt;br /&gt;quem não sofre não tem esperança&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ah, meu bem, meu bem&lt;br /&gt;felicidade demais é arrogância&lt;br /&gt;é preciso um pouco de tristeza&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-8532562191907614263?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/8532562191907614263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=8532562191907614263&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/8532562191907614263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/8532562191907614263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2008/08/sem-ttulo-ah-meu-bem-meu-bem.html' title='Sem título (ah, meu bem, meu bem...)'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-6999435602841204842</id><published>2008-08-04T22:00:00.000-07:00</published><updated>2010-08-16T18:03:59.265-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase poesia'/><title type='text'>deus</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;deus pra mim tem minúscula&lt;br /&gt;deus pra mim é minúscula&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é igual eu, assim pequenininho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mansinho também&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não esbraveja&lt;br /&gt;nem castiga&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não é grande, maior que todos&lt;br /&gt;não é arrogante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não é pai repressor&lt;br /&gt;é mãe que abraça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não é macho machista&lt;br /&gt;é quase florzinha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;deus tá no gueto&lt;br /&gt;vendo de lá&lt;br /&gt;as merdas reluzentes de cá&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;deus é criança malcriada&lt;br /&gt;mocinha arregaçada&lt;br /&gt;pedra fumada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;deus é padê&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;deus é todo mundo&lt;br /&gt;que não acredita em deus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;deus é o aborto&lt;br /&gt;é a decisão de morrer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;deus é o caminho que não se toma&lt;br /&gt;deus é o diabo durante a madrugada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;deus virou maria faz tempo&lt;br /&gt;ouve black metal, funk carioca (proibidão!)&lt;br /&gt;e vomita todo dia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;deus bebe pra caralho&lt;br /&gt;deus é um inválido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;deus é pequeno demais&lt;br /&gt;como todos nós&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não é maiúscula como aquela cruz santa&lt;br /&gt;enorme como o berro do pastor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;deus é mínimo&lt;br /&gt;insignificante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é reles, só assim é bom&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu só creio no deus com minúscula&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-6999435602841204842?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/6999435602841204842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=6999435602841204842&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/6999435602841204842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/6999435602841204842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2008/08/deus.html' title='deus'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-5101300310036550553</id><published>2008-07-29T21:16:00.000-07:00</published><updated>2011-09-02T18:46:18.860-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='de outros diários'/><title type='text'>Sem título (por mais que passe o tempo... – II)</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;por mais que passe o tempo que eu viva essas outras mesmas coisas ou outras diferentes coisas se eu quiser ser otimista por mais que eu envelheça amadureça azede ou adoce eu sempre lembro de uma cena uma vez em que fui rejeitado por um semi-pós-adolescente bem gostosinho e bem burguesinho mas que não tinha nenhum valor assim valoroso pra mim uma vez em que contrariando a importância do momento e das minhas reais fundas vontades eu cheguei em casa quase de madrugada sentei e chorei chorei quase aos soluços quase intenso mas chorei sincero eu sabia e me dizia eu chorei não por ele aquele adolescentezinho bem gostoso eu chorei por mim por esse sozinho mumificado que eu sou foi por essa alguma sempre mesma razão que eu chorei e por mais que passe o tempo eu sempre volto àquela cena me questionando me questionando em busca da mesma funda razão que eu não defino querendo sei lá talvez o fim desse quase choro à espera da lágrima inteira inundante que me afogue e me mate de vez mas por mais que passe o tempo essa lágrima não vem esse sozinho estagnado não chora e não morre e como renascer sem morrer?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-5101300310036550553?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/5101300310036550553/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=5101300310036550553&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/5101300310036550553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/5101300310036550553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2008/07/sem-ttulo-por-mais-que-passe-o-tempo-ii.html' title='Sem título (por mais que passe o tempo... – II)'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-5527868173601017695</id><published>2008-07-23T21:51:00.000-07:00</published><updated>2010-08-16T18:03:59.266-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase poesia'/><title type='text'>Calmaria</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;— Gosto da sua companhia, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;mas não estou apaixonado por você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;— Que bom.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-5527868173601017695?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/5527868173601017695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=5527868173601017695&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/5527868173601017695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/5527868173601017695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2008/07/calmaria.html' title='Calmaria'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-2565147454104104668</id><published>2008-07-12T20:34:00.000-07:00</published><updated>2010-08-16T18:03:59.266-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase poesia'/><title type='text'>por amor</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;eu só dou por amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por amor ao prazer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;de dar prazer a você&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por amor ao gozo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;de gozar você&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;de gozar do seu gozo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;de me ver gozar você&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu só dou pra você&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mesmo quando dou pros outros&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;dou pelo prazer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;de saber que você sabe&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;que eu dou pra eles&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;pensando em você&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu só amo você&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mesmo quando você pensa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;que meu amor vacila&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;por eu saber e você saber&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;que eu sei&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;que nem sempre é por mim o teu prazer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;nem sempre é pra mim que você goza&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;mesmo quando sou eu quem está a gozar você&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas eu só amo você&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e meu amor não se importa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;por quem é o seu prazer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;meu amor só se importa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;de ajudar o gozo em você&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eu gozo do prazer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;que lhe provoco&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;de receber o gozo que você goza&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;quando eu gozo você&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;adoro! amo esse gozo desse amor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;que você quer e não sou eu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;mas sabe&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;(e eu gozo de saber que você sabe)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;que só eu dou pra você.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-2565147454104104668?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/2565147454104104668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=2565147454104104668&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/2565147454104104668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/2565147454104104668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2008/07/por-amor.html' title='por amor'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-2567935905687644834</id><published>2008-07-03T22:11:00.000-07:00</published><updated>2010-08-16T18:23:54.336-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teus pés'/><title type='text'>Sem título (você é mais que um bom partido...)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;você é mais que um bom partido&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;é mais que um sorriso bonito&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;é mais que um pedaço de mau caminho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;você é mais do que rico de alma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;companheiro fiel&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;mais que um caráter digno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;você não é só inteligente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;superdotado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;bem-dotado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;bom de bico, bem humorado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;você não é apenas fofo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;um amorzinho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;você é mais do que isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você é um homem de pés lindos!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-2567935905687644834?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/2567935905687644834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=2567935905687644834&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/2567935905687644834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/2567935905687644834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2008/07/sem-ttulo-voc-mais-que-um-bom-partido.html' title='Sem título (você é mais que um bom partido...)'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-1756382414535994213</id><published>2008-06-22T21:55:00.000-07:00</published><updated>2010-08-16T18:03:59.267-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase poesia'/><title type='text'>Entrega-te</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;mas perdoa-me:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dou-te mil sorrisos&lt;br /&gt;leio-te mil poetas&lt;br /&gt;torno-te só festa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;danço na tua cama&lt;br /&gt;provoco-te mil tremores&lt;br /&gt;quase dores de prazer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;afago-te as cicatrizes&lt;br /&gt;massageio-te os pés&lt;br /&gt;faço-te cócegas felizes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;enxugo-te as lágrimas&lt;br /&gt;beijo-te os cílios&lt;br /&gt;espanto-te os fantasmas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas perdoa-me&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se eu não velar teu sono&lt;br /&gt;não trouxer-te pros meus sonhos&lt;br /&gt;se teu cheiro não me embriagar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...se tuas carícias me forem vãs&lt;br /&gt;se eu não lembrar de ti pelas manhãs&lt;br /&gt;ao acordar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;perdoa-me, criança, perdoa-me&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;perdoa-me&lt;br /&gt;se eu não te amar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-1756382414535994213?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/1756382414535994213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=1756382414535994213&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/1756382414535994213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/1756382414535994213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2008/06/entrega-te.html' title='Entrega-te'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-614400095421957941</id><published>2008-06-17T23:03:00.000-07:00</published><updated>2011-09-02T18:42:12.550-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='BDSM'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase prosa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='de outros diários'/><title type='text'>De manhã</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;E eles se encontraram. Era noite, era uma calçada suja, eram dois corpos errando na vida. Souberam seus nomes, seus gostos, suas idades, souberam que um era o oposto do outro. Exploraram por dias e meses o que cada um deixava ser explorado, o que cada um permitia de si, era um namoro, uma amizade, um laço, um aprendizado. Um queria encontrar no toque que recebia a força, o outro queria encontrar no corpo que tocava a fragilidade. E eles se encontraram. Como raramente se encontram os corpos, as mentes. As almas. Foi um encontrar-se por querer, por deixar. Foi o desejo de ser enxergado, tocado, apesar de. Foi um pedido de me encontre. Aqueles dois eram um achado. Porque queriam ser assim para o outro, porque queriam ser assim para si mesmos, porque queriam ver crescer o que tanto cultivavam aqui dentro, porque sonhavam os sonhos do outro, refaziam os caminhos, os desenhos da pele, violavam o outro, os machucados, as dores, os cheiros, as sensações todas, os olhos, porque queriam estar dentro dos olhos do outro, porque um queria ser o peso da mão que o outro desejava sobre seu corpo. Eram completos, juntos, unidos até naquilo que não sabiam, que escondiam, que não esperavam. Eram estrelas, brilhantes noturnos, sempre à espera do desaparecer da luz, ávidos a mergulhar um na escuridão do outro. E um dia mergulharam. Conheceram o doce amargo sensível triste feliz outro lado. Viram-se pela primeira vez. Afundaram-se, confundiram-se, transfiguraram-se. Onde havia força, revelou-se uma fraqueza bonita; onde se exibia a fragilidade, transgrediu o avassalador poder do domínio. Cada toque agora, cada olhar, era o avesso do que havia sido. Souberam-se novamente um o oposto do outro, e perceberam com medo uma desconhecida manhã que surgia. Porque a madrugada findava, abandonavam-se à sorte aqueles seres acostumados a errar Pela Noite. E perdidos na violenta nudez que o outro apresentava, disseram assustados, mas disseram: eu quero. E eles se encontraram: sentiram o sabor do Sol nascendo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-614400095421957941?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/614400095421957941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=614400095421957941&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/614400095421957941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/614400095421957941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2008/06/de-manh.html' title='De manhã'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-1554278919660936852</id><published>2008-06-13T12:45:00.000-07:00</published><updated>2010-08-16T18:01:49.819-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase prosa'/><title type='text'>Rendido</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Olha, cara, não foi minha intenção, eu não sabia que era você, eu não tinha idéia que isso fosse acontecer, não peço desculpa porque a culpa também é tua, você que se meteu nessa enrascada, eu tô aqui trabalhando, cara!, esse tiro de raspão aí no seu braço, meu, isso acontece, não é a primeira vez que você leva, abaixa essa arma, cara, a gente é amigo, cresceu junto, conheço tua mãe, cara, você conhece a minha, você já me acertou a perna, cara, tô aqui caído, rendido, tô aqui na tua mão, tô derrotado, cara, você venceu, já chega, já basta!, tamo aqui sozinho, vamo fazer um trato, olha só, cê vai preso, mas depois te solto, sabe como é, eu sei fazer isso, os cara molha minha mão direto, mas pra você, cara, eu faço de graça, pela amizade, cara, pela nossa infância, pelo amor que a gente tem um pelo outro, pela minha, pela tua mãe, cara, a minha tropa tá aí fora, meu, se me matar, cê morre, cê sabe disso, então, cara, quebra essa, cê sabe que eu ganho pouco, tenho filho, cara, sou tão pobre quanto você, vamo fazê esse trato, meu!, olha só, desculpa aí os lance que aconteceu entre a gente, sei que cê ficou magoado, sei que te traí, mas, meu, a gente foi pego no flagra, nos viram junto, cara!, eu não podia vacilar, policial viado ninguém tolera, não, meu, por isso te bati na frente do pessoal, por isso apontei a arma na tua cabeça e fiz você chupar meu pau, cara, eu nem esperava que cê ia ser obrigado a chupar os outro, meu, nem sabia, te juro, acredita em mim, cara, mas eu não podia fazer nada, tinha que disfarçar, cara, se não te matavam e me matavam também, cara, abaixa essa arma, a gente se ama, meu, e pensa na tua mulher também, na tua filha, porra!, cara, se eu morrer, cê morre... e sobre hoje, cara, foi cagada tua, quem mandou vir assaltar aqui?, cê sabe que eu trabalho por aqui, meu, cê sabe!, desculpa o tiro aí, e abaixa essa arma, não faz isso, não, a gente tem muito que viver, cara.... não, não, não atira, não, meu!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-1554278919660936852?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/1554278919660936852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=1554278919660936852&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/1554278919660936852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/1554278919660936852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2008/06/rendido.html' title='Rendido'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-992395387913086511</id><published>2008-05-29T00:24:00.000-07:00</published><updated>2010-08-16T18:03:59.267-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase poesia'/><title type='text'>o meu depois</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;tenho o cheiro do seu suor&lt;br /&gt;nas minhas mãos&lt;br /&gt;vestígios do seu prazer masculino&lt;br /&gt;entre meus dedos&lt;br /&gt;meu mamilo arde dos seus dentes&lt;br /&gt;os pêlos do meu peito&lt;br /&gt;ainda não secaram da sua saliva&lt;br /&gt;minha pele tem marcas&lt;br /&gt;do seu exagero&lt;br /&gt;minhas pernas estão cansadas&lt;br /&gt;da sua pressa&lt;br /&gt;ainda me pesa sufocante&lt;br /&gt;o seu corpo em estardalhaço&lt;br /&gt;trago um salgado na língua&lt;br /&gt;de coisa sua&lt;br /&gt;desce na minha garganta&lt;br /&gt;gotas da sua fúria&lt;br /&gt;brilha nos meus olhos&lt;br /&gt;o riso da sua retina&lt;br /&gt;bate no meu peito&lt;br /&gt;um restinho da sua vida.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-992395387913086511?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/992395387913086511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=992395387913086511&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/992395387913086511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/992395387913086511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2008/05/o-meu-depois.html' title='o meu depois'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-8318030864871679076</id><published>2008-05-14T23:02:00.000-07:00</published><updated>2010-08-16T18:03:59.268-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase poesia'/><title type='text'>Sem importância</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Primeiro foi aquele programa da TV&lt;br /&gt;depois aquele matinho ali no chão que ninguém vê&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram aqueles mocinhos cruzando o meu caminho&lt;br /&gt;o trânsito atrapalhando meus compromissos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aquele sol de ontem que queimou a minha cabeça&lt;br /&gt;a lua tão bonita pedia ao mundo que anoiteça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o meu olhar parado naquela fileira de formigas&lt;br /&gt;aquelas crianças, quanta gritaria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a compra de uma nova carteira&lt;br /&gt;aqueles farelos sobre a mesa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram estes dias tão parados&lt;br /&gt;tanto ócio, nada que prestasse na rádio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que quando dei por mim, espantei:&lt;br /&gt;Todo dia eu me esqueço de você.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-8318030864871679076?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/8318030864871679076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=8318030864871679076&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/8318030864871679076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/8318030864871679076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2008/05/sem-importncia.html' title='Sem importância'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-4232304956505290580</id><published>2008-05-09T00:25:00.000-07:00</published><updated>2010-08-16T18:03:59.268-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase poesia'/><title type='text'>Um novo romance</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Um ciúme vermelho?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Um suspiro cor-de-rosa,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;uma angústia da cor do mar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Diz baixinho no meu ouvido&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;em meio a beijinhos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;a me arrepiar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;diz pra mim, meu querido:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;qual a cor da dor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;que você vai me dar?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-4232304956505290580?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/4232304956505290580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' 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era minha.&lt;br /&gt;Porque tua intimidade é o cheiro&lt;br /&gt;que tu despejavas em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfiei minha cara nas tuas carnes de dentro.&lt;br /&gt;Um cão que cheira o outro. No rabo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vi o teu mais secreto, impronunciável e fétido.&lt;br /&gt;Conheci teu suor, tua saliva, toda tua excrescência.&lt;br /&gt;Te vi revelado, desarmado, à luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tive tua parte bicho&lt;br /&gt;tuas sujeiras, tua cara lavada&lt;br /&gt;a miséria do teu corpo: o teu lixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu escancarado:&lt;br /&gt;oferecidas com pressa tuas inocências&lt;br /&gt;tuas pernas abertas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tive o que tu és de mais íntimo.&lt;br /&gt;Toquei o que tu não és nem pra ti mesmo.&lt;br /&gt;A tragédia da tua vida, o escondido debaixo das tuas [vontades&lt;br /&gt;o teu instinto mais puro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanta estranheza ao constatar que teus olhos&lt;br /&gt;avermelhados, corrompidos, ávidos a abandonar [comigo&lt;br /&gt;o teu animal, a tua criança, a tua verdade&lt;br /&gt;não confessavam a nós um futuro&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-2357975644166188047?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/2357975644166188047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=2357975644166188047&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/2357975644166188047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/2357975644166188047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2008/05/sem-ttulo-meu-mau-hlito.html' title='(Sem título – &quot;Meu mau hálito...&quot;)'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4148613820661082854.post-6486087168786816772</id><published>2008-05-02T21:00:00.000-07:00</published><updated>2010-08-16T18:03:59.269-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='quase poesia'/><title type='text'>eu</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;fraco e feio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;intermédio entre teu asco&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;e teu gozo &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;chão pros teus pés sujos &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;papel pros teus ideais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;bobos e rasos &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;penico pras tuas ternuras &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;uma prostituta, meiga&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;e tímida,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;com muito amor no coração.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4148613820661082854-6486087168786816772?l=omeudepois.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeudepois.blogspot.com/feeds/6486087168786816772/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4148613820661082854&amp;postID=6486087168786816772&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/6486087168786816772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4148613820661082854/posts/default/6486087168786816772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeudepois.blogspot.com/2008/05/eu.html' title='eu'/><author><name>F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02319465375184787988</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_KXoSs34vrKs/TF96WdYAaGI/AAAAAAAACiY/U83_ArXpr3Q/S220/eutwiiter.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
