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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

diante da luz e do movimento

[escritos perdidos em qualquer data do passado]

A vida passa um tanto rápido, com tanta pressa que impede que o que escreva seja mesmo a última novidade. Ontem faz pouco tempo, apesar de querer que já fosse uma memória perdida. Mesmo tendo de cumprir planos, respeitar a ordem dos pensamentos, mesmo passando por cima de ontem para concluir um tempo que ainda não foi escrito, um tempo antes de ontem, preciso dizer que ontem eu dancei muito e senti os sons entrarem em mim como faz tempo eu não permitia que acontecesse. Dancei dentro de uma salinha escura, perdido ali num espaço vazio, vendo à frente um outro espaço, cheio de luzes e movimento. Pensei que alguém pudesse surgir no meio da luz e do movimento e entrar na sala escura onde estava, trazendo uma faísca qualquer que rompesse o que eu no fundo oferecia para ser rompido. Ninguém apareceu.

3 comentários:

ZG disse...

Ninguém aparece quando se quer. Tem que não querer - se é que isso é possível.

Cristine disse...

ótimo.

juarez forever disse...

toc toc.