todo teu egoísmo
prenda-me na tua coleira
faz-me pequeno na tua vaidade
grandioso na tua verdade
marca-me com ferro a tua mentira
arranca com os dentes o meu amor
mastiga a tua vitória
deleita-te na minha catástrofe
beija-me a minha desgraça
identifica-te com ela
e finca-te em toda a minha vida
recusa-me por fim os versos
porque não te amo porque mereces, amo-te porque és um canalha; então mija na minha boca: seja-me prosa sem sentido
e demorada.
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