terça-feira, 20 de julho de 2010
Dois textos
A minha cama
Essa minha tendência ao suicídio
essa minha inclinação ao desespero
toda essa minha tristeza inventada
esse meu prenúncio de amor destruído
você aguenta?
Esse meu corpo enrijecido
minha tensão eterna
meu desconforto de abrir o íntimo
esse meu desejo desconhecido, gelado e feito pedra
você aceita?
O meu horizonte florecido
meu pote de ouro esquecido
o brilho infantil dos meus olhos tímidos
a minha entrega
você espera?
Faz assim:
apaga suas trilhas
esquece o caminho
ignora o horizonte
não pensa em nada
desaprende as palavras
apenas vá
encontra o nosso despenhadeiro
respire cego a nossa queda
despenquemos suaves dentro de nós
(porque você me inspira)
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6 comentários:
Belo poema o "Faz assim".
Eu até fui contas as sílabas pra ver se era uma redondilha... achei bem desenhado e esta última frase como um pensamento, um sussurro, deu um toque especial.
adorei, me inspirei por aqui, podemos ser amigos?
sim, é exatamente nisso que ando pensando... o vento que bateu aqui bateu aí.
lindo, lindo... rs
queria te escrever um e-mail, não um recado público... como faz?
Moço, vc sempre me inspira! Parabéns, sou sua fã. Invejinha do bem desse teu jeito lindo de dizer as coisas que tanta gente sente.
Abraço grande!
Regina Facchini
Brigado, Adriano!
Eduardo, identifique-se, né?
Thiago, acho que o vento daí é mais fresco :)
Rodrigo, a coisa mais fácil do mundo é me encontrar. Você sabe.
E Regina! Foi ótimo conhecê-la! E que bom que ainda curte meus bichinhos. Grande Abraço ;)
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